Pedro Correia sobre Manuel Alegre "Outros optam pelo servilismo. Ele não." "Outros optam pelo servilismo e pelo situacionismo, limitando-se a não fazer ondas para evitar desagradar ao chefe. Ele não", escreveu ontem o jornalista Pedro Correia no blogue corta-fitas. "Pensa pela sua cabeça, vota de acordo com a sua consciência em todas as matérias que não estão vinculadas à disciplina de voto no PS." [Pedro Correia / corta-fitas.blogs.sapo.pt, 21.08.2008]
++ |  Manuel Alegre sobre o veto presidencial à lei do divórcio: "Um veto ideológico" "Este veto não é só político, é ideológico", afirmou Manuel Alegre ao DN, comentando o veto de Cavaco Silva à lei do divórcio aprovada na AR. Segundo o deputado socialista, o veto presidencial "traduz uma visão conservadora e ultrapassada da vivência e necessidades da sociedade actual". [Ana Sá Lopes / DN, 21.08.2008]
++ |  Urbano Tavares Rodrigues sobre "Sete Partidas" "Um alto grau de interpretação da história " Manuel Alegre atinge, em "Sete Partidas", segundo o professor Urbano Tavares Rodrigues, "um alto grau de interpretação da história, da enigmática personagem de D. Pedro, da portugalidade e, acima de tudo, da sua cada vez mais complexa e afinada arte poética." |  Fernando Martinho sobre "Sete Partidas": "Uma espécie de solidariedade histórica" "O projecto poético de Manuel Alegre incluiu sempre o desejo de conciliar ética e estética", escreve o professor Fernando Martinho, na recensão sobre o último livro do poeta, "Sete partidas", publicada na revista Colóquio Letras de 13 de Agosto. [Fernando Martinho / Colóquio Letras, 13.08.2008]
++ |  Manuel Alegre ao Correio da Manhã " Música techno na Foz do Arelho é agressão” Manuel Alegre aconselha José Sócrates a ler ‘As Causas da Decadência dos Povos Peninsulares’, de Antero de Quental. Para Manuela Ferreira Leite, sugere ‘Ma Vie’, de Simone Veil.
[Rogério Chambel/ Correio da Manhã, 28.07.2008]
++ |  Duas semanas após a colocação no mercado "Sete Partidas" em segunda edição Duas semanas após a colocação no mercado do novo livro de poemas de Manuel Alegre, "Sete Partidas", a editora está já a proceder à impressão urgente de uma segunda edição, que estará pronta até ao fim de Julho.
|  Manuel Alegre assina "Sete Partidas" na Bertrand da Av. de Roma Na próxima 4ª feira, 23 de Julho, pelas 17.30
Manuel Alegre estará presente para uma sessão de assinaturas do seu último livro, "Sete Partidas", na livraria Bertrand da Av. de Roma, 13-18, em Lisboa, na próxima 4ª feira, dia 23 de Julho, pelas 17.30. | Revista ops! é sucesso on-line Quatro dias depois do lançamento, o site da ops! - revista on-line de opinião socialista tinha tido mais de 6.200 visitas e cerca de 25.000 páginas consultadas. Por sua vez o ficheiro em formato pdf da revista foi descarregado, no mesmo prazo, 4.500 vezes. | A propósito da revista ops! e do seu livro Sete Partidas Manuel Alegre fala da crise, da História e de poesia Entrevista a Mário Crespo
Manuel Alegre foi o convidado desta noite no Jornal das Nove, onde Mário Crespo o entrevistou sobre a crise hoje mesmo confirmada pelo Banco de Portugal. O ex-candidato desenvolveu a necessidade de enfrentar as dificuldades, com uma perspectiva de esquerda, criticando duramente algumas das formulações da proposta do Código Laboral, nomeadamente o "banco de horas". Alegre explicou os objectivos da revista ops!, ontem lançada e afirmou ainda, depois de ler os versos finais do seu novo livro "Sete partidas", que uma coisa o aflige: "Que um dia Portugal possa cair nas mãos de pessoas que não sabem a nossa história".
Veja a entrevista de Manuel Alegre [SIC on-line, 15.07.2008]
++ |  Manuel Alegre no lançamento da revista ops!: "Esta revista é um facto novo e vai deixar sementes" "Esta revista é um facto novo na vida nacional e vai deixar sementes", afirmou Manuel Alegre ontem, no lançamento da revista ops!, revista inteiramente on-line da corrente de opinião socialista. O deputado salientou que esta revista "é para pensar a esquerda" e também "para renovar ideias e pessoas". |  Manuel Alegre e o Código Laboral "Não aceitarei o desequilíbrio desfavorável aos trabalhadores" Manuel Alegre advertiu hoje que jamais aceitará um Código Laboral que agrave uma situação desfavorável aos trabalhadores, dizendo esperar que o diploma do Governo se "equilibre" até à votação no Parlamento.
As palavras do deputado socialista foram proferidas na apresentação da revista "Ops!", da corrente de opinião socialista, durante um debate sobre "Trabalho e sindicalismo", o tema deste primeiro número da ops!, em que participou o secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva.
[Com Lusa, 15.07.2008]
++ |  Corrente socialista de Alegre lança revista para «renovar esquerda» A propósito do lançamento da ops!, revista de opinião socialista da corrente criada em Fevereiro passado e liderada por Manuel Alegre, o deputado afirmou à TSF que, para lê-la, é necessário ter "abertura de espírito".
Oiça Manuel Alegre na TSF[TSF on-line, 14.07.2008]
++ |  Com a presença de Manuel Alegre Revista on-line da Corrente de Opinião Socialista é lançada na segunda-feira Dia 14, no Hotel Altis, Lisboa, 18h30
Manuel Alegre e a Corrente de Opinião Socialista em Lisboa lançam dia 14, segunda-feira, no Hotel Altis, Rua Castilho, em Lisboa, às 18h30, a ops! – revista de opinião socialista em formato digital, com o primeiro número dedicado ao tema Trabalho e Sindicalismo.
A apresentação da revista inclui a realização de um debate sobre Trabalho e Sindicalismo, com Manuel Alegre, Manuel Carvalho da Silva, João Correia e José Leitão, moderado por Elísio Estanque, que é também o editor convidado deste primeiro número.
Veja o site da revista ops!
|  Manuel Alegre votou contra Lei da Segurança Interna Manuel Alegre votou esta manhã na Assembleia da República contra a proposta de lei de Segurança Interna. |  Na próxima segunda-feira, em Lisboa Alegristas lançam revista 'online' com entrevista a líder da CGTP "Não haja ilusões! O primeiro-ministro pode vir dizer, como disseram ao longo de mais de duas décadas os seus antecessores, que com esta revisão é que se vai melhorar as condições dos trabalhadores, a produtividade, a competitividade e o desenvolvimento do país, que isso não altera a realidade: daqui a uns tempos vamos constatar, como aconteceu no passado, que estamos pior". Esta declaração é de Manuel Carvalho da Silva, líder da CGTP, entrevistado pela "Ops", uma revista on-line editada pela Corrente de Opinião Socialista de Manuel Alegre, e que será lançada na segunda-feira.
[Ana Sá Lopes / DN, 11.07.2008]
++ |  Yvette Centeno escreve sobre "Sete Partidas" “Manuel Alegre continua em viagem”, diz Yvette Centeno, no seu blogue Literatura e Arte, sobre o livro Sete Partidas de Manuel Alegre. “Pela História, pela Memória”, prossegue a escritora, “aprofunda um canto Camoniano, Pessoano e que, à semelhança dos seus antecessores, não desvia o olhar do mundo ( o país) que o rodeia. Percorre cidades, mas detém-se na sua, que é uma cidade da alma.”
[http://literaturaearte.blogspot.com, 10.07.2008]
++ |  Manuel Alegre no lançamento de Sete Partidas “Alfarrobeira é uma batalha que não acaba nunca” “Alfarrobeira é uma batalha que não acaba nunca”, afirmou ontem Manuel Alegre no lançamento do seu novo livro, “Sete Partidas”, perante mais de 200 pessoas, na livraria Bulhosa do Campo Grande, em Lisboa. O livro, um poema em doze partes em torno da figura do Infante D. Pedro, foi apresentado pelo Professor Fernando Martinho, que considerou estarmos perante “uma celebração entre o elogio e a elegia”. Analisando o livro no contexto da obra de Manuel Alegre, Fernando Martinho sublinhou que, ao contrário dos poemas sobre o Infante D. Pedro no livro “Atlântico”, de 1981, em “Sete Partidas” há uma identificação total entre Manuel Alegre e o Infante. "Ao falar do Infante D. Pedro, o poeta está a falar de si próprio" disse ainda. | Manuel Alegre à TSF "Críticas da SEDES provêm de uma lógica conservadora" Manuel Alegre considera que críticas da SEDES ao Governo provêm de uma “lógica conservadora”, explicando que «neste momento, é feita uma crítica no sentido de querer que o Governo tome medidas ainda mais duras, que seja mais duro contra o Serviço Nacional de Saúde, que privatize mais»
[TSF on-line, 09.07.2008]
++ |  Manuel Alegre elogiado por Marco Maciel no Senado Brasileiro A propósito do lançamento da revista Nosso Caminho, dirigida pelos arquitectos Oscar Niemeyer e sua esposa, Vera Lúcia G. Niemeyer, que incluirá em próximo número textos dos escritores portugueses José Saramago e Manuel Alegre, o senador Marco Marciel salientou que "Manuel Alegre é hoje um dos intelectuais portugueses de maior sucesso fora de Portugal".
Recorde-se que Óscar Niemeyer, um dos mais prestigiados arquitectos do mundo, revelou há anos, em entrevista, ter sempre à sua frente, afixado no atelier, o poema “Trova do vento que passa” de Manuel Alegre.
[José Paulo Tupynambá / Agência Senado, 08.07.2008]
++ |  Manuel Alegre sobre o seu novo livro "Sete Partidas: "Uma reflexão sobre a história, a poesia e a vida" Chama-se "Sete Partidas" o novo livro de Manuel Alegre, "um poema dividido em 12 poemas" cujo título remete para "uma figura nuclear da história de Portugal", o Infante D. Pedro, morto na Batalha de Alfarrobeira (1449).
"É uma celebração da figura do Infante D. Pedro das Sete Partidas (morto em Alfarrobeira pelas tropas do sobrinho, D. Afonso V) mas, no fundo, é uma reflexão sobre a história - a passada e a presente -, sobre a vida - a do Infante e a minha própria - e também sobre a poesia", disse à Lusa Manuel Alegre, cuja obra será lançada quarta-feira em Lisboa, com a chancela das Edições Nelson de Matos.
[ANC/ Lusa, 08.07.2008]
++ |  Lírica lusófona em foco de 5 a 13 de Julho Festival de Poesia de Berlim abre com Manuel Alegre A lírica lusófona vai estar em foco no Festival de Poesia de Berlim, que reunirá mais de 150 poetas de 25 países, sobretudo de Portugal, Brasil e África Lusófona, de 05 a 13 de Julho.
Manuel Alegre e o brasileiro Arnaldo Antunes lerão poemas no original na sessão inaugural, intulada "Weltklang" (Sons do Mundo), no sábado, na Akademie der Kuesntt (Academia das Artes), novo palco do festival.
O poeta português declamará alguns dos seus poemas, entre os quais "Vésperas de Batalha", "Babilónia" (fragmentos) "Sonetos do Português Errante", "Fernando Pessoa", "Senhora das Tempestades", "A Curva", "Com que Pena", "Obscuro Quê" e "Debaixo das Oliveiras", informou a direcção do festival.
[LA / Lusa, 03.07.2008]
++ |  Manuel Alegre ao Expresso “Casticismo marialva domina o pensamento” A propósito do novo livro "Sete Partidas"
Se o infante D. Pedro não tivesse morrido na Batalha de Alfarrobeira o rumo social e político do país poderia ter sido bem diferente. É esta a “tese” que Manuel Alegre defende no exercício poético “mais complexo” que desenvolveu até hoje. O livro chama-se “Sete Partidas” e é lançado dia 9 de Julho pela chancela das Edições Nelson de Matos. Trata-se de um inédito que o poeta publica fora da D. Quixote, agora integrada no Grupo Leya, naquilo a que chama “uma homenagem ao grande editor” com quem trabalhou mais de 20 anos. Sendo ainda uma forma de mostrar que há outros caminhos editoriais além das grandes concentrações. [Alexandra Carita / Expresso, 28.06.2008]
++ | Em reunião promovida pelo PS de Lisboa Manuel Alegre debate com militantes socialistas A convite de Miguel Coelho, Presidente da Comissão Política Concelhia de Lisboa, Manuel Alegre reuniu-se ontem à noite em Lisboa com dezenas de militantes socialistas na secção da Almirante Reis.
Depois da sua intervenção inicial, vibrantemente aplaudida, seguiu-se um período muito participado de perguntas e respostas.
|  O sociólogo Manuel Sarmento partcipou no encontro “Nova Esquerda e Educação: que Políticas?” O sociólogo Manuel Sarmento, da Universidade do Minho, acusou ontem, no Porto, o actual Governo de abdicar de lutar por “uma política de igualdade de oportunidades na educação”. Manuel Sarmento que integra a corrente “Opinião Socialista” criada por Manuel Alegre, participava no encontro “Nova Esquerda e Educação: que Políticas?”, que contou também com a participação da deputada socialista Manuela Melo.
[PM - Lusa, 22.06.2008]
++ |  Manuel Alegre e o referendo na Irlanda: "Não há Europa sem respeito pelos cidadãos" "É preciso respeitar a vontade popular, gritava-se em 1975 nas ruas de Portugal. Pois é. E é por isso que, ainda que sendo a favor do Sim, hoje me apetece dizer: Viva a Irlanda. Porque não há Europa sem respeito pela diferença. Não há Europa sem democracia. Não há Europa contra os cidadãos" escreve Manuel Alegre em artigo hoje publicado no DN.
Veja o artigo do DN na íntegra.
|  Fernando Pessoa faria hoje 120 anos Fernando Pessoa em poema de Manuel Alegre No dia em que passam 120 anos sobre a data de nascimento de Fernando Pessoa, o poema de Manuel Alegre: | Manuel Alegre na RTP 1 Manuel Alegre foi o convidado desta noite no programa "Grande Entrevista" de Judite Sousa, na RTP1, veja aqui o vídeo | E no final ficou a ideia de que querem voltar a encher outras salas Assim que acabou de falar no Teatro da Trindade, Manuel Alegre, na companhia dos outros dois oradores da noite (José Moura Soeiro, do BE, e a professora universitária Isabel Allegro Magalhães), dirigiu-se à outra sala ali perto, onde estavam os que não couberam no teatro lisboeta. Alegre foi recebido com uma enorme salva de palmas. O deputado socialista lembrou que os discursos já tinham sido feitos, mas deixou uma frase que acabaria por marcar a noite: "No futuro encheremos outras salas."
[Luciano Alvarez /Público, 05.06.2008]
++ |  Manuel Alegre na sessão "Abril e Maio, agora aqui" " A esquerda não precisa de licença para se juntar" Manuel Alegre reagiu na noite desta terça-feira às críticas que lhe foram apontadas por participar no Comício Festa da Esquerda, que juntou cerca de 700 pessoas, no Teatro da Trindade, em Lisboa.
O deputado socialista afirmou que «está» onde quer estar, que a «esquerda não precisa de licença para se juntar» e que a sua «lealdade» está com aqueles que votaram PS e hoje estão no desemprego e na pobreza, criticando a política seguida por José Sócrates para pôr as contas públicas em ordem.
[Portugal Diário, título nosso, 04.06.2008]
++ | Manuel Alegre no Teatro Trindade "É tempo de novos caminhos" “É tempo de novos caminhos,” afirmou Manuel Alegre ontem no Teatro Trindade, perante uma sala cheia, onde se viam personalidades das várias esquerdas, desde fundadores e militantes do PS a bloquistas, renovadores comunistas, independentes e até militantes do PCP. “Esta procura tem de ser feita”, esclareceu , “no diálogo entre os vários sectores da esquerda, custe o que custar, doa a quem doer." |  Manuel Alegre condecorado pelo Presidente de Itália Manuel Alegre vai receber hoje o título de Grande Oficial da Ordem da Estrela da Solidariedade Italiana, que lhe foi atribuído pelo Presidente de Itália, Giorgio Napolitano, pelo reforço das relações culturais luso-italianas. |  Manuel Alegre no Porto sobre a esquerda e as desigualdades: “Nem endeusamento do privado, nem diabolização do público” “Há muita gente a viver mal em Portugal, em dificuldades, e a classe média está a empobrecer. É preciso encontrar soluções para isso" afirmou ontem Manuel Alegre no Porto, num debate promovido pela Corrente de Opinião Socialista, criada em Fevereiro passado por iniciativa do ex-candidato presidencial. Alegre criticou “o endeusamento do privado e a diabolização do público” a que temos vindo a assistir. O deputado considerou que é preciso “restaurar o espírito de serviço público”, afirmando que “ser funcionário público hoje é quase um acto de resistência”. [com Lusa, 01.06.2008]
++ |  "Nós queremos juntar a esquerda à esquerda" "Nós queremos juntar a esquerda à esquerda", afirmou Manuel Alegre em entrevista hoje à revista Visão, a propósito do encontro "Abril e Maio, aqui e agora".
Veja a entrevista de Manuel Alegre à Visão |  Lygia Fagundes Telles e Manuel Alegre na revista Bomb Manuel Alegre e Lygia Fagundes Telles conversam entre si no número 102 da revista Bomb ( Inverno de 2008 ), uma revista trimestral americana lançada em 1981, em Manhattan, por um grupo de artistas que pretendiam falar de arte e cultura pelas suas próprias palavras. Hoje, a Bomb é uma revista internacional de prestígio, cujas entrevistas se tornaram documentos da história cultural dos EUA.
A conversa entre a escritora brasileira e o poeta português teve lugar em S. Paulo, em cada de Lygia, por ocasião da Bienal do Livro, em 2007. Segundo a responsável pela recolha, Maria Cecília Brandi, foi uma “conversa rica e informal, que viajou para trás e diante no tempo, por entre as culturas de Portugal e do Brasil e outras afinidades acabadas de descobrir” entre dois escritores que se tinham encontrado num dos painéis da Bienal, onde puderam “rir-se, comover-se e comover o público”.
Veja notícia no Bombsite [www.bombsite.com, 07.05.2008]
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DISCURSO INDIRECTO Urbano Tavares Rodrigues sobre "Sete Partidas" Admirável livro de poemas, dos mais belos e subtis de Manuel Alegre, aliás apresentado como poema único, Sete Partidas é um exercício fabuloso de construção e desconstrução do texto à vista do leitor. [Urbano Tavares Rodrigues, 20.08.2008]
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| Ser de esquerda Há quem pretenda que a distinção esquerda/direita já não tem sentido. Quem assim pensa ou nunca foi de esquerda ou já passou da esquerda para a direita.
Independentemente de soluções estratégicas ou tácticas, continua a ser muito fácil saber o que é ser de esquerda.
Ser de esquerda é não se conformar, é não aceitar que as desigualdades e as injustiças sociais sejam vistas como uma fatalidade.
Ser de esquerda é recusar que a desregulação, a flexibilização, a precariedade e o desemprego sejam condições de produtividade e competitividade.
Ser de esquerda é rejeitar o preconceito de que primeiro é preciso aumentar a riqueza para depois a distribuir melhor, quando o contrário é que é verdade: a melhor distribuição de riqueza deve ser, não o resultado, mas a condição do próprio desenvolvimento.
Ser de esquerda hoje é tentar compreender a complexidade de um mundo em que já não há modelos nem respostas prontas. Mas é compreender também que modernização não significa cedência nem capitulação perante a ideologia dominante.
Há uma contradição entre grandes avanços tecnológicos, por um lado, e, por outro, um retrocesso social, senão mesmo civilizacional. Há um grande recuo nos direitos sociais, mas também nas ideias.
Se não há modelo à esquerda, tenta impor-se pela direita o pensamento único do neo-liberalismo, que domina a economia, a “mídia,”, a política e invade até uma parte da esquerda.
Mas se não há modelos, há alternativas. Daí a importância do debate de ideias.
É a hora de voltar a dar prioridade à política e à ideologia. A ausência de ideologia é em si mesma uma ideologia conservadora.
[Manuel Alegre, 15.07.2008] |