"Depois da doutrina Brejnev da soberania limitada, temos agora a doutrina europeia de democracia limitada"
Manuel Alegre
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03-02-2016 com Lusa

"Depois da doutrina Brejnev da soberania limitada, temos agora a doutrina europeia de democracia limitada", acusou Manuel Alegre, a propósito do processo negocial entre o Governo português e a Comissão Europeia sobre o projecto de orçamento para 2016. "O primeiro-ministro já afirmou que será fiel aos compromissos assumidos. Resta saber se a Comissão Europeia será fiel aos princípios fundadores da Europa e ao respeito pela democracia", disse Manuel Alegre em declarações à Lusa.

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Manuel Alegre, João Soares e Artur Anselmo na Academia das Ciências
Manuel Alegre na homenagem na Academia de Ciências:
15-01-2016

“É sempre difícil a um autor falar do seu livro, sobretudo se, como pretendeu um escritor meu amigo, o livro já não lhe pertence. Ou se o eu que nele se expressa deve ser entendido como um “eu coletivo”, assim o disse Mário Sacramento, numa das primeiras recensões críticas sobre Praça da Canção. O que não deixa de ser um tanto excessivo” afirmou Manuel Alegre na homenagem ontem celebrada na Academia das Ciências pelo 50º aniversário de “Praça da Canção”. “É certo que eu estava convencido”, disse ainda, “que falava em nome de um povo e de um país. Acreditava na força da palavra poética e que, por ela, como queria Rimbaud, podia mudar a vida. Não é menos certo que muitos anos antes de Abril cantei o país de Abril, o que parece confirmar a vidência que o grande poeta francês associava à poesia. Mas eu tinha vinte e poucos anos. Talvez nessa inocência resida o segredo do sucesso de Praça da Canção.” Ler mais

Manuel Alegre em entrevista a Judite de Sousa sobre as presidenciais:
07-01-2016

"Marcelo Rebelo de Sousa esteve anos a fazer comentários na televisão e isso tornou-o uma pessoa muito conhecida, mas ele está a pôr foguetes antes da festa”, disse Manuel Alegre ontem, em entrevista a Judite de Sousa na TVI e na TVI24, em que analisou a campanha às eleições presidenciais, acreditando que ainda pode haver uma segunda volta. “Ele está a fazer disto uma espécie de recreio, está-se a distrair e está-se a divertir. Contudo, os debates não lhe correram bem, sobretudo o debate com a Marisa Matias, correu-lhe muito mal”, afirmou.
Veja um excerto da entrevista AQUI Ler mais

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31-12-2015

Eis que chega a palavra inesperada
neste fim de Dezembro ao expirar do ano
bate no pulso bate como um sinal
do interior da terra ou de dentro de alguém
um último recado um sopro de passagem
eis que chega de tudo o que é ausente
em morse ou noutra língua ou talvez
a última mensagem do soldado
que morre por ninguém num campo de batalha
não mais do que um sinal indecifrável
como o ano a passar uma palavra um fim.

Lisboa, 31 de Dezembro 2015

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Arquivo 2005-2009
Discurso Directo
Almeida Santos
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20-01-2016

Conheci Almeida Santos antes de o conhecer. E fui amigo dele antes dele o saber.
Quando cheguei a Coimbra, eu era um rapaz romântico com a mania das grandezas. Levava as minhas referências: Camões, Garrett, Antero. Não fazia a coisa por menos. Mas logo a seguir, o António Portugal, o Zeca e o Goes acrescentaram mais dois ao meu imaginário: Salgado Zenha e Almeida Santos. Naquele tempo eles eram o santo e a senha da esquerda coimbrã. Faziam já parte de uma lenda. Não só a de Coimbra, mas sobretudo a do inconformismo. E a da Académica, que é um pacto para a vida. Para além dos seus outros predicados, Almeida Santos cultivava o fado. E tinha composto uma variação que, pelas guitarras do Brojo e do Portugal, passou a fazer parte da música de fundo da minha geração. Namorei ao som dessa variação. E o nome de Almeida Santos passou a rimar com a boémia e os sonhos da minha juventude. Ler mais