O presidente da Câmara de Lisboa advertiu ontem que uma crise política poderá ocorrer com uma má escolha nas eleições presidenciais e disse apoiar Alegre porque sabe distinguir as competências do chefe de Estado das dos governos. António Costa falava aos jornalistas antes de um jantar de trabalho da candidatura presidencial de Manuel Alegre, em que deixou várias advertências sobre as consequências de uma reeleição do atual Presidente da República, Cavaco Silva. “É muito importante que nesta época de crise não acrescentemos crise política à crise económica e social que se está a atravessar. A crise tanto pode ocorrer com um desentendimento na votação do Orçamento do Estado, como pode ocorrer com más escolhas nas eleições presidenciais”, declarou o número dois da direção do PS.
Ler maisManuel Alegre quer dar continuidade ao espírito de independência que marcou a sua candidatura nas eleições presidenciais, em 2006, embora desta vez a tarefa seja bem mais difícil devido ao apoio do PS e do Bloco de Esquerda (BE). A tentativa de se demarcar dos dois partidos começou logo no início do ano, em Janeiro, quando Alegre, prevendo que a sua candidatura poderia ser sustentada por socialistas e bloquistas, afirmou não ser candidato "em nome de nenhum partido". Mais tarde, na apresentação dos seus mandatários e coordenadores distritais, verificou-se que muitos deles eram já repetentes. Entretanto os directores de campanha têm feito um esforço para integrar nas comissões locais da candidatura representantes do PS, do BE, da Refundação Comunista, do Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC) e independentes.
Ler maisEm resposta a 6 perguntas colocadas por visitantes do blogue Sorumbático, Manuel Alegre revisita alguns temas fundamentais da sua candidatura, desde a crise externa e interna ao papel do Presidente. Para o candidato, "tem faltado" um dos principais modos de acção do Presidente, que é "o dever de inspirar, o dever de mobilizar e unir".
Veja as 6 perguntas e as respostas de Manuel Alegre AQUI Ler mais