"A poesia volta a ter uma grande importância, se os poetas souberem resistir"
Manuel Alegre
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25-03-2015 DN

“Um amigo que encontrei na juventude e com quem sempre mantive afinidades e cumplicidades. O que me importa na sua poesia é ela mesma, a energia cósmica da sua linguagem e o que nela há de revelação do sagrado”, escreve Manuel Alegre hoje no Dário de Notícias. Lembrando palavras de Herberto, “a poesia é uma forma de clandestinidade na ditadura do Mundo”. Mas é ela, diz Manuel Alegre, “que nos salva e nos redime. Podem levar-nos tudo, mas não os nossos grandes poetas, não Herberto Helder, aquele que em cada palavra trazia o universo todo.”

Veja o depoimento completo de Manuel Alegre AQUI Ler mais

Manuel Alegre na guerra, em Angola, e em foto da PIDE na cadeia de Luanda, onde escreveu alguns dos poemas de Praça da Canção, cuja primeira edição, do Cancioneiro Vértice, é de 1965
Testemunhos da génese e do impacto de um livro de poemas com 50 anos:
Em dossier especial do JL
17-03-2015 Maria Leonor Nunes, JL, 21 de janeiro a 3 de fevereiro de 2015

Praça da Canção, um livro de poemas escrito por um homem que esteve na guerra, na cadeia e no exílio, faz 50 anos e continua ‘vivo’, com sucessivas reedições. Nunca em Portugal, logo que saiu, em vida do seu autor, um livro de versos terá sido tão lido, tão cantado e tão marcante. Histórias da sua génese, destino e repercussão e testemunhos do impacto dessa obra, bandeira da luta contra a ditadura e revelação de um escritor cuja obra com o tempo se alargou e aprofundou, são apresentados num dossier especial do nº 1151 do Jornal de Letras, que aqui retomamos. Ler mais

Zeca, Amália, Adriano, Luís Cília, Fanhais, Manuel Freire, Carlos do Carmo e Paulo de Carvalho estão entre os que cantaram poemas de Manuel Alegre, bem como João Braga e Maria Bethânia ou, nos mais novos, Maria Ana Bobone e Pacman
17-03-2015 Maria Leonor Nunes, JL, dossier especial, 21 de janeiro a 3 de fevereiro de 2015

Ao correr do tempo, ninguém mais do que Adriano terá cantado as trovas de Alegre. Entre eles havia uma “amizade, uma afinidade total”, assevera Rui Pato. “Poema do Alegre era poema musicado pelo Adriano”. Musicaria e gravaria mais tarde quase todos os poemas do seu segundo livro, O Canto e as Armas.
Oiça algumas das vozes que cantaram Manuel Alegre AQUI Ler mais

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21-01-2015 edição de 21.1.2015 a 3.2.2015 do JL

É uma edição do JL a não perder por todos quantos gostam da obra de Manuel Alegre. Comemorando a passagem de 50 anos sobre a primeira edição de Praça da Canção, mítico primeiro livro de poemas de Manuel Alegre, editado pelo Cancioneiro Vértice, o jornal titula “Há sempre um livro que resiste”. E conta “a história do que foi talvez, em vida do autor, a mais lida, cantada e marcante colectânea de versos publicada em Portugal.” Ler mais

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Paula Morão sobre os 50 anos da "Praça da Canção"
17-03-2015 Paula Morão, JL, dossier especial, 21.1.2015 a 3.2.2015

Passaram 50 anos sobre a 1ª edição de Praça da Canção? Releio hoje o livro, e a espessura do tempo torna-se material, que não pesada. A História portuguesa que nele ganha corpo - o tempo de tristeza, de prisão, de exílio e de guerra – forma um dos importantes filões a guiar a leitura, num painel em que outros nomes, seus coetâneos, se inscrevem a ouro (Sophia, Alexandre O’Neill, Fernando Assis Pacheco ou Gastão Cruz, por exemplo). Ler mais

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Fernando Martinho sobre os 50 anos da Praça da Canção
17-03-2015 JL, dossier especial, 21 de janeiro a 3 de fevereiro de 2015

É bem conhecida a excelente receção que teve a publicação de Praça da Canção, faz agora 50 anos. Como explicar o grande sucesso do livro, quer junto da crítica, quer junto dos leitores em geral? Isto, apesar da ordem de apreensão que, logo, recaiu sobre a obra. Avancemos algumas razões possíveis. Em primeiro lugar, a forma limpa e arejada de o poeta dizer os seus versos, em “mangas de camisa” como deixou expresso num seu conhecido poema anterior ao livro de 1965. Depois, a clareza, a limpidez do seu discurso, a evidente legibilidade que o distingue. Por outro lado soube ele, então, interpretar como poucos o mal-estar de largos setores de um país, a braços com uma guerra em África e uma emigração maciça para a Europa. Ler mais

À chegada a Lisboa, em 2 de Maio de 1974 Com Piteira Santos (dt.ª), vendo-se ainda Ramos da Costa (um dos fundadores do PS), Maria Lamas, Sottomayor Cardia (ao fundo) e duas crianças, João Fiadeiro e a irmã
Manuel Alegre ao JL pelos 50 anos da Praça da Canção
Entrevista de Maria Leonor Nunes
17-03-2015 JL, dossier especial, 21 de janeiro a 3 de fevereiro de 2015

Havia um “não colectivo para ser dito” e Praça da Canção veio dizê-lo. Eis o segredo de um livro implicado “numa encruzilhada” do país, uma “epopeia do avesso”, a que se somou a força do “lirismo da tradição” e a “crença” numa palavra capaz de mudar o mundo. É o que diz ao JL Manuel Alegre, um poeta “invadido pela História” e que sempre procurou separar a política da poesia. “Essa cisão é a minha unidade”, garante. “Mas se não tivesse vivido como vivi, não teria escrito o que escrevi”. Ler mais

Manuel Alegre e a Praça da Canção na RTP1
22-02-2015

Livro de Manuel Alegre antecipa Revolução da Abril - foi assim que a RTP 1 deu notícia do meio século do livro "Praça da Canção" de Manuel Alegre. Veja a reportagem AQUI Ler mais

50 anos da Praça da Canção
José Carlos de Vasconcelos sobre Praça da Canção:
14-02-2015

Como explicar que ‘Praça da Canção’, um livro de poemas de Manuel Alegre saído há 50 anos, continue vivo, com sucessivas edições, lido, cantado e tão presente na memória colectiva? José Carlos Vasconcelos (JCV), que viveu com Manuel Alegre em Coimbra os tempos da luta académica do início dos anos 60, e que durante anos, antes do 25 de abril, andou pelo país todo a dizer poemas de Praça da Canção (PdaC), procura explicar esse fenómeno no belo prefácio que abre a edição especial comemorativa do cinquentenário deste livro mítico. Ler mais

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Manuel Alegre com o movimento "Não TAP os olhos"
15-03-2015 Com Lusa e TVI 24

A privatização da TAP “não é só um erro, é “um crime contra o país”, declarou Manuel Alegre aos jornalistas, na manifestação que no dia dos 70 anos da TAP teve lugar na Alameda, em Lisboa. Manuel Alegre afirmou que "Portugal não é uma Junta de Freguesia da Europa e está a ser vendido a a pataco”. Ler mais

Manuel Alegre ao DN:
06-03-2015 com DN, título nosso

“Passos Coelho já devia ter sido confrontado pelo PS, e pelos outros partidos de esquerda, perante a obrigação ética e política de se demitir” afirmou Manuel Alegre ao DN, na sequência das declarações de Passos Coelho sobre as dívidas ao fisco e à segurança social.“ Ler mais

Arquivo 2005-2009
Notícias
No Dia Mundial da Poesia, no CCB, em Lisboa
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22-03-2015

Foi uma sala cheia, no CCB, em Lisboa, que aplaudiu comovida a leitura de poemas de Manuel Alegre pelo próprio, em celebração do Dia Mundial da Poesia, que todos os anos se comemora no início da Primavera. Alegre começou com poemas da "Praça da Canção", esse livro mítico reeditado em janeiro deste ano pela passagem dos 50 anos da primeira edição. Seguiram-se poemas de "Nada está escrito", editado em 2012 e na altura celebrado por grandes poetas, como Hélia Correia e Vasco Graça Moura. Manuel Alegre terminou em apoteose, com a sala a aplaudi-lo de pé, ao ler poemas inéditos em que a sua voz inconfundível volta a dar corpo ao que sentimos nestes tempos de austeritarismo, revolta surda e desesperança. Ler mais