" A poesia não se explica, a poesia implica" - Sophia de Mello Breyner Andresen
Manuel Alegre
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Manuel Alegre à Lusa sobre a expulsão de militantes do PS de Coimbra:
19-07-2014 com Lusa

"Apetece-me pedir que me expulsem também a mim, porque não me sinto bem num partido regido por métodos inquisitoriais e estalinistas, que põem em causa a sua natureza de partido da liberdade”, afirmou Manuel Alegre à Lusa, depois de ter tomado conhecimento da expulsão do PS dos investigadores universitários Pedro Bingre e Elísio Estanque e do antigo presidente do União de Coimbra, Júlio Ramos, um dia depois de a ex-coordenadora da secção da Sé Nova do PS-Coimbra, Cristina Martins, também ter sido expulsa deste partido. Ler mais

Foto de Rui Ochoa - 1987
1919 - 2004
Um retrato escrito por Manuel Alegre
01-07-2014 Manuel Alegre

Sophia é, por certo, um dos poetas que mais perto está da pulsação inicial e mágica da palavra. E por isso a sua poesia, como toda a verdadeira e grande poesia, pode ser dita, cantada e até dançada.

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À volta de Manuel Alegre
13-06-2014 Antena 1

A Antena 1, no seu programa "À volta dos livros" conduzido por Luís Caetano, recolheu o testemunho de Maria Ana Bobone, uma das participantes na sessão realizada em 9 de junho na Feira do Livro, à volta da poesia de Manuel Alegre. A fadista contou como se comoveu quando recebeu um poema de Manuel Alegre intitulado “Meu nome é nome de mar” e como a partir dele fez todo um novo disco.
Para Manuel Alegre, “a poesia é ritmo, há uma música da língua e cada poeta tem a sua estrutura rítmica própria”. Por isso o poeta não estranha a estreita ligação entre poesia e música na sua obra: “Há uma toada que faz parte da poesia portuguesa e que se calhar tem muito a ver com a música que está dentro da língua”.
Luís Caetano registou ainda Manuel Alegre dizendo um seu poema inédito - “Rio Tejo de Lisboa”, cuja gravação pode ouvir no final da notícia. Ler mais

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05-06-2014

Na próxima segunda-feira, dia 9 de Junho, haverá uma celebração da poesia de Manuel Alegre, acompanhada de vozes que o musicaram e cantaram, na Feira do Livro de Lisboa (Pavilhão Leya).
Veja mais AQUI
Veja algumas dos poemas de Manuel Alegre ditos e cantados por cantores portugueses AQUI Ler mais

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02-05-2014

Faz nesta sexta-feira quarenta anos que Manuel Alegre regressou de um exílio de uma década em Argel. No tempo em que esteve fora, os seus poemas, muitas vezes em cópias manuscritas, circulavam de mão em mão, enquanto as vozes de Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso e muitos outros os faziam ecoar pelo país em sessões de canto livre e em manifestações proibidas da oposição e dos estudantes. Como escreveu João Céu e Silva, “a poesia de Manuel Alegre ocupa um lugar destacado na oposição a Salazar e Caetano”, a ponto de considerar o seu primeiro livro, “Praça da Canção”, como um dos “motores do 25 de Abril”.
Recordamos hoje na voz de Manuel Freire a “Trova do Emigrante”. “Porque lhe foi dura a sorte / vai para terras de França”, escreveu o poeta. Quarenta anos depois, continua a ser dura a sorte e emigrar voltou a ser a única saída para milhares dos nossos compatriotas.
Oiça a “Trova do Emigrante” no final da notícia. Ler mais

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26-04-2014

Faz hoje 40 anos que as portas de Caxias e de Peniche se abriram para libertar os presos políticos, num gesto que confirmou o sentimento de liberdade que irrompeu do 25 de Abril. Recordemos essa data ouvindo Amália cantar “Meu amor é marinheiro”, de Manuel Alegre, que anuncia essa libertação: “Hei-de passar nas cidades /como o vento nas areias/ e abrir todas as janelas /e abrir todas as cadeias”.
Oiça Amália cantar “Meu amor é marinheiro” no final da notícia. Ler mais

Alerta de Manuel Alegre sobre os resultados das eleições europeias:
26-05-2014 com Lusa e RTP1

"Estas eleições representaram uma vitória do PS, que aparece como uma força de mudança e de alternativa, e uma derrota histórica da coligação de direita - derrota da política interna que fez, e derrota da sua política europeia, da submissão total em relação às instituições europeias e sobretudo em relação à senhora Merkel, que também não tem um resultado famoso na Alemanha ", declarou Manuel Alegre ontem à noite, após a divulgação das primeiras projecções dos resultados eleitorais. Ler mais

Manuel Alegre, na Convenção Nacional do PS em Lisboa:
17-05-2014

Manuel Alegre afirmou, na Convenção Nacional do PS, que “é hora de mudança e de ruptura democrática”, na Europa e em Portugal. “Ruptura com esta política, com esta subserviência, com este desprezo por Portugal e pelos portugueses”, insistiu, questionando-se: “O que é que a direita está a festejar? Está a festejar a pobreza? Está a festejar o desemprego? Está a festejar a fome a que estão sujeitas muitas famílias? É isso que estão a festejar? Um país mais deprimido e mais pobre? Nós não celebramos a falsa saída da ‘troika’ que continua cá dentro com a cara do Primeiro Ministro e do governo PSD-CDS", disse Manuel Alegre, cuja intervenção levantou a plateia em aplausos.
Veja a intervenção de Manuel Alegre na íntegra AQUI Ler mais

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Eugénio Lisboa sobre Manuel Alegre:
25-06-2014 Eugénio Lisboa, JL

Em boa hora, reuniu Manuel Alegre (MA) , nesta antologia belamente celebrativa os seus “poemas de Abril” ( e Maio…). Chamou-lhe País de Abril e nela reuniu todos os poemas que “falam de Abril antes de Abril e de Maio antes de Maio, em Praça da Canção, editada em 1964, em O Canto e as Armas, de 1967.” A antologia inclui, também, outros “poemas de Abril”, escritos durante o período revolucionário, e outros, ainda, mais tarde. Mas o que a torna particularmente interessante – e isso já antes se teria podido ver, mas esta reunião de todos os “poemas de Abril” num só todo torna-o particularmente gritante – é o anúncio do “tempo de Abril” (o de 1974), em poemas publicados num livro dez anos anterior à eclosão do movimento que restituiu a liberdade “à ditosa pátria minha amada”. Ler mais

13-07-2014 Lusa

Manuel Alegre é um dos subscritores do apelo do Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC) para a participação nas eleições primárias do PS, alegando que deste acto eleitoral depende a escolha do futuro Governo. Além de Manuel Alegre, presidente do Conselho de Fundadores do MIC, o documento é ainda assinado pelo general Alfredo Assunção (presidente da Assembleia Geral deste movimento) e pelo arquiteto Manuel Correia Fernandes (presidente interino da direção). Ler mais

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20-06-2014 com DN

Jorge Sampaio, Manuel Alegre, Almeida Santos e Vera Jardim vieram pedir "uma rápida clarificação" para a "actual situação interna" do partido, para que o PS tenha "condições de exercer as suas responsabilidades", através de uma declaração escrita emitida ontem. Na declaração, os quatro subscritores, "sem pretenderem ultrapassar os órgãos nacionais", apelam para a necessidade de "um clima de respeito mútuo, como é tradição no PS". "O debate interno é desejável", afirmam, mas "não pode arrastar-se tanto que suspenda o papel do PS no debate democrático nacional", concluindo que "um partido não existe para si mesmo. A prioridade é sempre Portugal." Ler mais

Manuel Alegre em Braga:
09-05-2014 com Lusa

Em Braga, por ocasião do lançamento do seu livro “País de Abril”, Manuel Alegre acusou o Governo de "trair" Abril e considerou que a Europa está desvirtuada por se ter "transformado" num "império do capitalismo financeiro", apelidando a Comissão Europeia de "serventuária" dos mercados financeiros. "Abril está a ser traído porque Abril não era só liberdade, era também a igualdade e era, sobretudo, além dos direitos políticos, os direitos sociais e o Estado Social, que está a ser desfeito ou reduzido ao mínimo por este Governo", disse. Ler mais

Manuel Alegre a propósito do seu livro "País de Abril":
Texto lido no Quartel do Carmo no dia 9 de Abril
09-04-2014 Manuel Alegre

Há quarenta anos, parece que foi ontem, eu estava ainda no exílio. Vi, em Argel, pela televisão, as imagens da tomada do Quartel do Carmo. Foi um privilégio viver esse momento, ainda que de longe. É um privilégio estar hoje aqui a revivê-lo com todos vós. Sem armas. Com poemas e canções que, em outro contexto histórico, também foram armas. Porque o mal, disse Eduardo Lourenço, combate-se com a criação, a poesia e a música. Ler mais

Manuel Alegre lembra Sophia:
02-07-2014

Manuel Alegre, num programa da RTP dedicado a Sophia, que a partir de hoje repousará no Panteão Nacional, lembrou, para além do célebre poema sobre a madrugada de 25 de Abril, este outro belo poema de Sophia: “Quando a pátria que temos não a temos/ Perdida por silêncio e por renúncia/ Até a voz do mar se torna exílio/ E a luz que nos rodeia é como grades.” Sophia que, sendo poeta, era um ser fraterno e corajoso, deu um dia uma espantosa definição de socialismo que Manuel Alegre também recordou: “o socialismo deve ser uma aristocracia para todos.”
Veja o programa da RTP1 sobre Sophia AQUI Ler mais

Ontem, na Feira do Livro
10-06-2014

Foi numa Praça Leya cheia de gente, com muitas pessoas de pé, que se ouviu ontem ler e cantar a poesia de Manuel Alegre, na Feira do Livro de Lisboa. Maria Ana Bobone, Francisco Fanhais, António Ataíde e Joana Alegre, acompanhados por Rui Pato, Bruno Costa, Pedro Pinhal, José Duarte e Rodrigo Serrão, voltaram a entoar e tocar poemas de Manuel Alegre, que muitos sabem de cor e que foram cantados, antes do 25 de Abril, por Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso e Amália Rodrigues, entre muitos outros.
Oiça a canção “E alegre se fez triste” no final da notícia. Ler mais

12-05-2014

“Corpo renascido” é um poema de Manuel Alegre, musicado por Pedro Lobo Antunes e cantado por Francisco Fanhais, num dos muitos discos de intervenção proibidos antes do 25 de Abril. No dia em que o poeta celebra mais um aniversário, recordamos este poema que é um hino à vida, à poesia, à solidariedade e à “rosa de maio” por onde começou o primeiro dos seus livros de poemas, Praça da Canção, de 1965.
Oiça “Corpo renascido” no final da notícia Ler mais

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24-04-2014

“As palavras estão ocupadas, o país está de novo amordaçado, agora por um poder invisível, o dos mercados, que é totalitário. Já ninguém fala do mar, do amor, do sol, das uvas, do vinho, da poesia. A poesia volta a ser importante como uma forma de resistência, de sublevação contra a linguagem instituída do poder. A poesia tem de voltar a decifrar os sinais, a antecipar o tempo, a subverter a linguagem do cifrão, dos juros, dos ratings, que afunilou a nossa vida e pôs um muro diante de nós”.
Manuel Alegre
A partir de hoje e nos próximos dias, este sítio irá disponibilizar poemas de Manuel Alegre cantados ou ditos por alguns dos mais conhecidos intérpretes da nossa língua.
1º Dia – 24 de Abril - Oiça o poema “É preciso um país”, dito por Manuel Alegre com acompanhamento de Carlos Paredes, no final da notícia. Ler mais

Poema de Manuel Alegre musicado e cantado por Joana Alegre
13-04-2014 Antena 1

O poema "Canção com lágrimas palavras armas", escrito quando o autor tinha 29 anos, faz parte do Canto VII do livro O Canto e as Armas, publicado em 1967, um dos mais paradigmáticos livros de poemas de Manuel Alegre. Em 2014, ano em que se comemoram 40 anos sobre o 25 de Abril e em que Manuel Alegre publicou a antologia "País de Abril", Joana Alegre dedicou ao poeta, seu pai, esta versão desse poema que ela mesma musicou e cantou. O poema abriu a entrevista de Manuel Alegre à Antena 1, no passado dia 3 de Abril.
Clique no título e oiça o poema no final da notícia Ler mais

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05-05-2014

Manuel Alegre e Fernando Piteira Santos são recebidos à chegada, no aeroporto de Lisboa, por Francisco Salgado Zenha, Francisco Ramos da Costa, fundador do PS e Maria Lamas. As crianças na foto são Leonor e João Fiadeiro, netos de Stella Piteira Santos, que regressara na véspera, de comboio, com Mafalda Durão, mulher de Manuel Alegre, e seu filho Francisco. Ler mais

Arquivo 2005-2009
Discurso Directo
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01-07-2014

Uma atenção tão concentrada que /
parece distracção ou mesmo ausência./
Navegação abstracta e a urgência de /
conjugar o concreto e a imanência./

Ela colhe no ar a maravilha /
depois diz a safira o mar a duna /
procura o oriente o azul a ilha /
e seu canto a reúne: única e una./

E por isso o seu gesto é como asa /
onde há a Koré grega e a grafia /
de quem junta os sinais e os sons dispersos./

E o seu poema é quase como casa /
e a casa é o outro espaço onde Sophia /
reparte à sua mesa o pão e os versos./

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