"É preciso regressar à origem do Estado Social e do socialismo"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre aos jovens socialistas em Santa Cruz:
27-08-2015 com Lusa

Manuel Alegre defendeu hoje que é preciso ir buscar inspiração aos socialistas genuínos que construíram o Estado Social no pós-guerra. Reconhecendo não ser “um combate fácil”, Manuel Alegre elogiou o “programa inteligente” do PS, prometendo “criar uma alternativa diferente no plano político, no plano económico e no plano social”, sem, no entanto, prometer “uma ruptura com as regras” e alertou para a importância do combate que se vai travar nas próximas eleições em Portugal. Ler mais

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22-07-2015 Manuel Alegre, JL, 22 de julho a 4 de agosto de 2015

Durante a viagem presidencial de Mário Soares ao Chile, proporcionaram-nos um passeio pelo Estreito de Magalhães num barco de guerra. Estava um frio suportável e a certa altura Maria de Jesus começou a ler os poemas de Maremoto, um livro de Pablo Neruda consagrado às coisas do mar. Pediu-me para a acompanhar. Líamos em castelhano, primeiro quase em surdina. A pouco e pouco entusiasmámo-nos e subimos o tom. Líamos para nós próprios.
- Só ligam à política, disse ela, olhando de soslaio para Mário Soares e os jornalistas que o rodeavam.
Mas às tantas começaram a ser contagiados pela beleza dos versos e pelo arrebatamento de Maria de Jesus. Até Mário Soares se aproximou. Ler mais

Manuel Alegre ao jornal i
14-07-2015 com jornal i

“A Europa está transformada num novo império. Schäuble está enganado na data e no regime” afirmou Manuel Alegre ao jornal i sobre o acordo que a cimeira da zona euro fechou sobre a Grécia. “É uma violência e profundamente contrário ao projecto europeu e aos valores primordiais da Europa, da solidariedade, da paz e da prosperidade partilhada.” “Não há um acordo, há uma imposição”, disse ainda Manuel Alegre. Ler mais

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Manuel Alegre solidário com a Grécia
22-06-2015

Neste dia de solidariedade com a Grécia, lembramos um poema de Manuel Alegre publicado no livro Chegar Aqui, em 1984, intitulado “Discurso de Péricles aos Atenienses”. Bruxelas tomou o papel de Esparta e hoje, como então, “a nossa força é a diferença”.

Discurso de Péricles aos Atenienses

Deixai-os em treino permanente
Como se a vida fosse apenas exercício
Atenas ama o vinho e a poesia
E Esparta o sacrifício

Que nos acusem de vida fácil e leviandade
Que digam que não sabemos guardar segredo
Nem combater
Em Atenas reina a liberdade
E em Esparta o medo

A nossa força é a diferença Ler mais

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21-08-2015

No dia em que passam 600 anos sobre a tomada de Ceuta pelos portugueses, recordamos, pela voz de Manuel Alegre, o sonho dessa partida que iria marcar o início da globalização na época moderna: “Eram duzentos e quarenta barcos / vinte e sete galés e uma paixão / (…) E a flor de Portugal: El-Rei D. João / D. Duarte D. Pedro D. Henrique.” Mas recordamos também a “Elegia de Ceuta”, publicada no mesmo livro (Atlântico, 1981), em que o poeta, citando Zurara e o “grande pranto que os mouros faziam sobre a perdiçom da sua cidade”, vaticina o avesso do sonho: “Ceuta ocupada e nunca tão amada / quem te conquista em ti se há-de perder / E veremos Lisboa subjugada / submetida de tanto submeter / por teu lento veneno envenenada.” Ler mais

01-07-2015 António Sancho, Mais Alentejo

Neste tempo de novos senhores que democraticamente nos tentam aprisionar, talvez a poesia seja uma estrela. “Bairro Ocidental”, de Manuel Alegre, lê-se num ápice. Mas, depois, torna-se irresistível regressar, indo pelas ondas de palavras que parecem surfar, “não sei ser europeu sem Portugal.” Imperdível. Ler mais

Manuel Alegre sobre o resultado do referendo na Grécia
06-07-2015 Luísa Meireles, Expresso Diário on-line

O resultado do referendo grego foi “um acontecimento histórico”, disse Manuel Alegre ao Expresso. “Foi o primeiro povo que fez frente ao que considero ser uma ditadura das finanças da Europa”. O histórico socialista fez, aliás, um grande elogio a Alexis Tsipras, que considera ter a “dimensão de um estadista”. “Há momentos em que é preciso virar a realidade do avesso – foi o que Tsipras fez, num acto de grande coragem e dignidade”, disse. Ler mais

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Em sessão cívica de solidariedade com a Grécia
03-07-2015

“Seja qual for o resultado, a Grécia já deu uma lição de dignidade e por isso a Grécia não será vencida”, afirmou Manuel Alegre, entre muitos aplausos, num Fórum Lisboa repleto, em sessão cívica convocada pelas redes sociais, em solidariedade com a Grécia. Manuel Alegre foi muito duro com as “instituições de tecnocratas, de contabilistas e servidores dos bancos” que acusou de estarem a “chantagear e a humilhar a Grécia” por imporem um “visto prévio”, já não só aos orçamentos, mas aos próprios governos legitimamente eleitos. “Isto põe em causa a democracia” e “o futuro dos povos europeus”, alertou. Foi também com desassombro que Manuel Alegre apontou o dedo à Internacional Socialista e “àqueles dirigentes que dizendo-se socialistas estão a permitir esta vergonha”. Para Manuel Alegre, “os socialistas europeus não podem ficar nas encolhas nem ser cúmplices de uma rendição que esvazia o que há de mais precioso para a esquerda e para a democracia.” Ler mais

Manuel Alegre sobre a posição da Europa na crise da Grécia:
29-06-2015 Lusa

“A Europa está a transformar-se numa ditadura da finança e as posições dos seus responsáveis fazem-nos lembrar a doutrina Brejnev sobre soberania limitada. O que se está a passar ficará para a História como uma vergonha", declarou Manuel Alegre à Lusa, classificando também como "vergonhosa" a conduta do governo português no conflito entre as instituições europeias e o governo grego, caraterizando-a como "mesquinha", porque tomada sobretudo "por motivos eleitorais". Ler mais

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21-06-2015

Em menos de trinta dias, o livro de poemas "Bairro Ocidental" de Manuel Alegre está em segunda edição. São os leitores a responder à pergunta de Hölderlin, retomada por Hélia Correia em "A terceira miséria": "para que serve a poesia em tempo de indigência?". Natália Correia já tinha dado o mote: "Ó subalimentados do sonho, a poesia é para comer." Ler mais

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Manuel Alegre sobre Bairro Ocidental
Entrevista ao DN.
16-05-2015 João Céu e Silva, DN

“Há coisas que não se dizem através de discursos políticos e que só a poesia á capaz”, afirmou Manuel Alegre em entrevista ao DN, sobre o livro de poemas que acaba de lançar, Bairro Ocidental. “Tentei exprimir poeticamente o mal português e o mal europeu, bem como a fase de declínio de Portugal e da Europa em que estamos e nos faz sentir mal por ausência de esperança”, acrescenta o poeta, por isso “são poemas zangados, porque é como nos sentimos”. “As palavras estão contaminadas”, explica, “e a função da poesia é descontaminar a linguagem”, pois “afinal temos a nossa própria língua ocupada pela economia”.
Veja a entrevista completa AQUI Ler mais

Manuel Alegre na guerra, em Angola, e em foto da PIDE na cadeia de Luanda, onde escreveu alguns dos poemas de Praça da Canção, cuja primeira edição, do Cancioneiro Vértice, é de 1965
Testemunhos da génese e do impacto de um livro de poemas com 50 anos:
Em dossier especial do JL
17-03-2015 Maria Leonor Nunes, JL, 21 de janeiro a 3 de fevereiro de 2015

Praça da Canção, um livro de poemas escrito por um homem que esteve na guerra, na cadeia e no exílio, faz 50 anos e continua ‘vivo’, com sucessivas reedições. Nunca em Portugal, logo que saiu, em vida do seu autor, um livro de versos terá sido tão lido, tão cantado e tão marcante. Histórias da sua génese, destino e repercussão e testemunhos do impacto dessa obra, bandeira da luta contra a ditadura e revelação de um escritor cuja obra com o tempo se alargou e aprofundou, são apresentados num dossier especial do nº 1151 do Jornal de Letras, que aqui retomamos. Ler mais

Arquivo 2005-2009
Discurso Directo
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08-07-2015

Era Paris, capital dos exílios, dos sonhos e das ilusões líricas. Eu tinha vindo de Argel com Piteira Santos para nos encontrarmos com Mário Soares. Terminada a deportação em São Tomé, tinha sido obrigado a partir para o exílio em Paris, depois de assistir em Lisboa ao funeral de seu pai. Dirigimo-nos ao Hotel Saint Pierre, onde ele estava de cama com gripe. E foi aí que conheci Maria Barroso. Sabia que, mesmo depois de ter sido compulsivamente afastada do teatro por declamar os poetas da resistência, ela continuava a ler os poemas proibidos, entre os quais os meus. Sabia da sua participação activa em todos os movimentos de oposição democrática, do seu combate ao lado de Mário Soares a quem se juntou em São Tomé, muitos anos depois de terem casado por procuração quando ele estava preso. Sabia da sua acção à frente do Colégio Moderno e do seu papel como baluarte da família. Mas sabia também que ela tinha uma voz própria, não era só a mulher de Mário Soares, era Maria Barroso, uma mulher autónoma, que pensava pela sua cabeça e estava sempre na primeira linha, umas vezes ao lado do marido, outras à frente, outras ainda em sua representação como aconteceu no Congresso republicano de Aveiro. Sabia da sua coragem para enfrentar a adversidade e assumir a liderança da família sempre que Mário Soares estava preso e mais tarde deportado. Ler mais