Manuel Alegre à TSF sobre a extinção dos feriados do 5 de Outubro e do 1º de Dezembro:
“Não há sentido de Estado que justifique qualquer cumplicidade com o projecto ultra-conservador e ultra-liberal do governo PSD-CDS" afirmou Manuel Alegre ontem em Coimbra num jantar-debate promovido pelo Clube de Política.
Veja um excerto das declarações de Manuel Alegre em Coimbra AQUI Ler mais“Tudo o que Portugal fez de grande – as navegações, o encontro com outros povos – é fruto de uma empresa pública chamada Estado. A Índia, o Brasil, a África, a Ásia, o encontro com outros povos e continentes, a difusão da língua portuguesa – tudo isso é fruto de uma empresa pública chamada Estado”, afirmou Manuel Alegre em Coimbra, acusando aqueles que afirmam que “sai o Estado, entra o mercado” de não conhecerem a História de Portugal, pois “sem Estado, Portugal não existia." Numa intervenção marcadamente ideológica, Manuel Alegre convidou ao renascimento do socialismo democrático, à ruptura com "o centro do centro" e ao combate de ideias contra a hegemonia neo-liberal da direita, sem "ter medo da palavra ideologia, da palavra esquerda e da palavra socialismo."
Ler maisÉ difícil não estar de acordo com a mensagem do PR, mas também é difícil estar de acordo com o facto de ele não ter feito o que devia fazer, depois de ter andado a dizer o que disse, nomeadamente sobre os cortes de salários, pensões e subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos. A escolha de uma categoria profissional para a aplicação de tais medidas foi considerada pelo PR como um imposto e uma violação da equidade.
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