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JL dedica edição aos 50 anos de Praça da Canção de Manuel Alegre
21-01-2015 edição de 21.1.2015 a 3.2.2015 do JL

É uma edição do JL a não perder por todos quantos gostam da obra de Manuel Alegre. Comemorando a passagem de 50 anos sobre a primeira edição de Praça da Canção, mítico primeiro livro de poemas de Manuel Alegre, editado pelo Cancioneiro Vértice, o jornal titula “Há sempre um livro que resiste”. E conta “a história do que foi talvez, em vida do autor, a mais lida, cantada e marcante colectânea de versos publicada em Portugal.”

Com reportagem e entrevista com Manuel Alegre por Maria Leonor Nunes e textos de Paula Morão, Fernando J.B. Martinho e A. C. Cortez, nas seis páginas dedicadas a Praça de Canção estão testemunhos de editores como Manuel Abreu Valente, João Rodrigues e Zeferino Coelho, bem como de amigos e camaradas de Manuel Alegre, como o jornalista José Carlos de Vasconcelos, o médico Nunes Diogo, as professoras Judite Cortesão e Luísa Feijó, o escritor Luandino Vieira, o músico Manuel Freire e muitos outros, que relatam a importância que Praça da Canção teve nas suas vidas.

Passada clandestinamente de mão em mão ou cantada pelo Adriano Correia de Oliveira e pelo Zeca, mais tarde por Luís Cília e até Amália Rodrigues, foi o “grito de revolta” que “deu consistência artística, a mais valiosa, à ânsia de liberdade de uma geração”, lembra João Rodrigues. “Parece-me escrito ontem e publicado agora”, diz por sua vez Paula Morão, que lembra o essencial: “Alguém cantou: a pátria somos nós”.

É deste “livro sem idade”, como bem lhe chama Fernando Martinho, que nos fala esta edição do JL. Mas também do seu autor, que nunca esqueceu, lembra ainda o mesmo crítico, o lema de Cioran: “O poeta é aquele que leva a sério a linguagem.”

“Não é que a poesia por si mesma faça revoluções, mas não há revoluções nem mudança, sem uma poética”, diz por sua vez Manuel Alegre, para quem, nos dias de hoje, em que “há uma espécie de doença, de tristeza nacional, quase de decadência como raramente se viveu”, “a poesia volta a ter uma grande importância, se os poetas souberem resistir e voltarem a afirmar a força histórica do país, o sentido de pátria, numa perspectiva de futuro.”