"É preciso subverter o discurso cinzento e tecnocrático e recuperar a força primordial da palavra"
Manuel Alegre
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25-03-2015 DN

“Um amigo que encontrei na juventude e com quem sempre mantive afinidades e cumplicidades. O que me importa na sua poesia é ela mesma, a energia cósmica da sua linguagem e o que nela há de revelação do sagrado”, escreve Manuel Alegre hoje no Dário de Notícias. Lembrando palavras de Herberto, “a poesia é uma forma de clandestinidade na ditadura do Mundo”. Mas é ela, diz Manuel Alegre, “que nos salva e nos redime. Podem levar-nos tudo, mas não os nossos grandes poetas, não Herberto Helder, aquele que em cada palavra trazia o universo todo.”
Veja o depoimento completo de Manuel Alegre AQUI Ler mais

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No Dia Mundial da Poesia, no CCB, em Lisboa
22-03-2015

Foi uma sala cheia, no CCB, em Lisboa, que aplaudiu comovida a leitura de poemas de Manuel Alegre pelo próprio, em celebração do Dia Mundial da Poesia, que todos os anos se comemora no início da Primavera. Alegre começou com poemas da "Praça da Canção", esse livro mítico reeditado em janeiro deste ano pela passagem dos 50 anos da primeira edição. Seguiram-se poemas de "Nada está escrito", editado em 2012 e na altura celebrado por grandes poetas, como Hélia Correia e Vasco Graça Moura. Manuel Alegre terminou em apoteose, com a sala a aplaudi-lo de pé, ao ler poemas inéditos em que a sua voz inconfundível volta a dar corpo ao que sentimos nestes tempos de austeritarismo, revolta surda e desesperança. Ler mais

Zeca, Amália, Adriano, Luís Cília, Fanhais, Manuel Freire, Carlos do Carmo e Paulo de Carvalho estão entre os que cantaram poemas de Manuel Alegre, bem como João Braga e Maria Bethânia ou, nos mais novos, Maria Ana Bobone e Pacman
Zeca, Amália, Adriano, Luís Cília, Fanhais, Manuel Freire, Carlos do Carmo e Paulo de Carvalho estão entre os que cantaram poemas de Manuel Alegre, bem como João Braga e Maria Bethânia ou, nos mais novos, Maria Ana Bobone e Pacman
17-03-2015 Maria Leonor Nunes, JL, dossier especial, 21 de janeiro a 3 de fevereiro de 2015

Ao correr do tempo, ninguém mais do que Adriano terá cantado as trovas de Alegre. Entre eles havia uma “amizade, uma afinidade total”, assevera Rui Pato. “Poema do Alegre era poema musicado pelo Adriano”. Musicaria e gravaria mais tarde quase todos os poemas do seu segundo livro, O Canto e as Armas.
Oiça algumas das vozes que cantaram Manuel Alegre AQUI Ler mais

Manuel Alegre na guerra, em Angola, e em foto da PIDE na cadeia de Luanda, onde escreveu alguns dos poemas de Praça da Canção, cuja primeira edição, do Cancioneiro Vértice, é de 1965
Manuel Alegre na guerra, em Angola, e em foto da PIDE na cadeia de Luanda, onde escreveu alguns dos poemas de Praça da Canção, cuja primeira edição, do Cancioneiro Vértice, é de 1965
Testemunhos da génese e do impacto de um livro de poemas com 50 anos:
Em dossier especial do JL
17-03-2015 Maria Leonor Nunes, JL, 21 de janeiro a 3 de fevereiro de 2015

Praça da Canção, um livro de poemas escrito por um homem que esteve na guerra, na cadeia e no exílio, faz 50 anos e continua ‘vivo’, com sucessivas reedições. Nunca em Portugal, logo que saiu, em vida do seu autor, um livro de versos terá sido tão lido, tão cantado e tão marcante. Histórias da sua génese, destino e repercussão e testemunhos do impacto dessa obra, bandeira da luta contra a ditadura e revelação de um escritor cuja obra com o tempo se alargou e aprofundou, são apresentados num dossier especial do nº 1151 do Jornal de Letras, que aqui retomamos. Ler mais