José Carlos de Vasconcelos assina, em editorial do
Jornal de Letras, um texto a que chamou "O Prémio Camões a quem o merece...". Nele, JCV escreve: "De quantos escritores se pode dizer que, meio século após a sua publicação, tiveram assim assinalados, ‘festejados’, dois livros seus, que continuam a ser lidos?". Lembrando que estes dois livros "não podem fazer esquecer ou minimizar toda a obra subsequente do escritor – vasta, valiosa e multifacetada", JCV afirma: "Não há poeta português, creio eu – pelo menos hoje (...) mais camoniano do que Manuel Alegre", para concluir que "também por isso foi muito justo e oportuno este prémio."
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