Fernando Guimarães, em crónica literária sobre "Vinte Poemas para Camões", publicada no JL, sustenta que Manuel Alegre "é visto por alguns críticos, aliás com boas razões, como sendo um poeta em que existe um pendor épico, mas conjugável com uma acentuação lírica. Ora nestes
Vinte Poemas talvez se possa encontrar uma terceira acentuação: a dramática". Porquê? interroga-se. "Porque nesses poemas Camões não é o outro como personagem. É, sim, o outro como linguagem", justifica.
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