Numa altura em que por todo o mundo e também em Portugal está em exibição
Dunkirk, um filme britânico escrito e dirigido por Christopher Nolan, que recorda a extraordinária operação de evacuação, em 1940, através do Canal da Mancha, de mais de 300.000 soldados das forças aliadas, cercados por tropas alemãs nas praias de Dunquerque, no norte da França, deixamos aqui o poema
Dunquerque, de Manuel Alegre.
DunquerqueDe contratorpedeiro de lancha de traineira
de navio de guerra ou barco à vela
tudo o que navega tem um só destino
buscar os nossos rapazes a Dunquerque.
Entre Panne e Bray-Dunes estão cercados
trezentos mil em três quilómetros de areia e fogo
sem eles a liberdade está perdida
contra as bombas as ondas contra todos os riscos
temos que ser mais do que nós próprios
os nossos rapazes estão na praia e cada um deles
é a Inglaterra.
Manuel Alegre