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Manuel Alegre
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Manuel Alegre - o homem do dia
10-03-2010 Marco Santos, 24 Horas

Porque
Esteve ontem em Nambuangongo a recordar a guerra e os seus mortos
Guerra
48 anos depois regressou à terra onde serviu durante dois anos no exército
Promessa
Se fosse Presidente faria um “grande esforço” para trazer os portugueses mortos em África para Portugal

Quarenta e oito anos depois, o poeta Manuel Alegre, autor de um poema – "Canção com Lágrimas e Sol" – em memória do alferes miliciano Manuel Ortigão, morto aos 24 anos na explosão de uma mina, regressou a Nambuangongo, na província angolana do Bengo, onde serviu, como militar. Estes dois anos foram o período mais violento e difícil da guerra colonial.
Oiça o poema Canção com Lágrimas e Sol na voz de Adriano Correia de Oliveira AQUI

Manuel Alegre esteve lá ontem (dia 8) a título pessoal – viajou o poeta, ficou o candidato à Presidência da República. Contudo, no final de uma peregrinação muito emocionada às suas memórias de guerra, Manuel Alegre aceitou falar com os jornalistas da Lusa, RTP, "Sol" e ao jornal angolano "Novo Jornal" e afirmou que a decisão final sobre a sua candidatura não dependerá dos apoios "deste ou daquele. Tenho os sinais suficientes para tomar uma decisão… já fui a votos uma vez, sem sinais nenhuns e fiquei a 29 mil votos de uma segunda volta, já tive os sinais suficientes."

Se fosse Presidente da República, Manuel Alegre faria "um grande esforço" para que todos os militares que morreram em África pudessem regressar a Portugal, disse o poeta aos jornalistas.

O dia foi preenchido por outras emoções: primeiro quando visitou um pequeno conjunto de campas cobertas por uma placa de cimento, onde encontrou o soldado José António Teixeira Pinto, morto em combate em 1962 – o mesmo ano em que chegou ao local.

"Foi aqui que morreu, com uma mina, o alferes miliciano Manuel Ortigão aos 24 anos, o que me levou a fazer o poema Canção com Lágrimas, musicado e cantado pelo Adriano Correia de Oliveira, que foi um dos símbolos da guerra…Penso também no Ortigão com muita emoção", disse.

"Voltei aqui hoje, tinha que voltar aqui… é a minha peregrinação à terra que era a fronteira entre a vida e a morte… quem aqui estava podia morrer em qualquer momento com um tiro de flagelação, com uma emboscada, e por isso o tempo cabe todo num minuto" como o disse no poema dedicado a Nambuangongo.