"É preciso subverter o discurso cinzento e tecnocrático e recuperar a força primordial da palavra"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre e Pepetela em Luanda, na Associação Cultural Chá de Caxinde
Manuel Alegre e Pepetela em Luanda, na Associação Cultural Chá de Caxinde
Manuel Alegre reencontra memória da guerra
"Caçador que sofre" - significado de Nambuangongo em kimbundu
11-03-2010
Uma visita marcada pela fraternidade

"Caçador que sofre", é esse o significado da palavra Nambuangongo, em kimbundu. A explicação foi dada pelo deputado do MPLA, Adão Cristóvão Neto, que acompanhou Manuel Alegre neste seu reencontro com a memória da guerra. Manuel Alegre desconhecia o significado da palavra Nambuangongo, e reconheceu que "não podia estar mais certo, em termos etimológicos e históricos".
"Todos aqueles que aqui tombaram e combateram, de um lado e doutro, são meus irmãos", afirmou Manuel Alegre, ao visitar a campa – que se encontrava semi-coberta pelo pó e a terra – do soldado português José António Teixeira Pinto, morto em combate a 15 de Agosto de 1962.

No seu último dia em Angola, Manuel Alegre foi recebido pelo Vice-Presidente do MPLA, Roberto de Almeida, e pelo Ministro das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos.

Ao final do dia, participou num jantar-debate organizado pela Associação Cultural Chá de Caxinde, em conjunto com o seu amigo Pepetela, numa sessão aberta e participada pelo público, que várias vezes solicitou a leitura de poemas pelo autor.

O General França Ndalu, que foi colega de Manuel Alegre em Coimbra, frisou a importância da sua visita a Angola, que lhe permitiu ver uma realidade diferente daquela que conheceu como militar e, ainda, estar com amigos e antigos companheiros. Várias personalidades da vida angolana participaram no jantar, como Paulo Jorge, Fragata de Morais e Mário Pinto de Andrade.

"A relação entre Angola e Portugal é muito mais do que a economia e os negócios", frisou Manuel Alegre, que defendeu que Portugal deveria ter uma "política de Estado muito mais forte na promoção da língua e da cultura portuguesa".

Sobre a relação entre os povos, considerou que "gostamos tanto uns dos outros que por vezes sentimos a necessidade de sublinhar as nossas diferenças", daí, por vezes, alguns "desencontros".

O Presidente da Chá de Caxinde, Jacques dos Santos, ofereceu a Manuel Alegre vários exemplares editados pela associação e uma peça de artesanato.