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Pessoa, Herberto e Manuel Alegre são os poetas que mais vendem
Pessoa, Herberto e Manuel Alegre são os poetas que mais vendem
No Dia Mundial da Poesia, segundo o DN
Pessoa, Herberto e Manuel Alegre são os poetas que mais vendem em Portugal
21-03-2010 Joana Emídio Marques (excertos), DN

Fernando Pessoa, Herberto Hélder e Manuel Alegre são os poetas que mais livros vendem em Portugal, segundo notícia do DN no Dia Mundial da Poesia. O jornal sublinha no entanto que “no país dos poetas, há cada vez menos editoras a apostar na edição de poesia” embora aquelas que o fazem digam que “as vendas estão a crescer.”

Entre as pessoas citadas na notícia de Joana Emídio Marques está Vasco David, editor da Assírio & Alvim, para quem "as vendas de poesia têm aumentado, em parte devido ao tipo de obras que estão a editar-se, nomeadamente as obras completas de autores clássicos". "Há um boom editorial que não é acompanhado pela poesia porque a aposta é sempre na vertente mais comercial" refere ainda o mesmo editor.
O jovem livreiro Changuito, dono da livraria Poesia Incompleta, também citado na peça do DN, tem uma visão mais crítica: “O facto de sermos um país com níveis de literacia muito baixos e com uma educação que cria pessoas com medo da leitura não ajuda a que sejamos verdadeiros leitores de poesia".
Opinião diferente, diz o DN, tem o poeta Nuno Júdice, para quem "há uma nova geração muito aberta para a poesia", algo que não se traduz em vendas, "pois a leitura e a troca de poesia faz-se, cada vez mais, na Internet".
Já Jorge Silva Melo, encenador e actor, que vai hoje ler poesia de Mário Cesariny na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, ressalva o facto de em Portugal "ainda haver várias editoras de grande dimensão a apostarem na edição de poesia, algo que noutros países está a deixar de acontecer".
As tiragens de poesia em Portugal "são muito superiores às de Espanha, por exemplo", diz Júdice, que sublinha ainda que "a leitura de poesia não pode ser medida pelas vendas e, em Portugal, a poesia nunca perdeu a sua capacidade de comunicar com os leitores".
Tanto Jorge Silva Melo como Nuno Júdice, segundo a notícia, defendem que, neste momento, a música é a forma por excelência da divulgação e da conquista de públicos para a poesia. Apesar de todas as dificuldades, a poesia "está inscrita de alguma maneira na vida das pessoas, e as pessoas estão cada vez mais à procura de coisas vivas, à procura de alternativas", conclui Silva Melo no DN.