Nós voltaremos sempre em maio
Manuel Alegre
InícioManuel AlegreNotíciasAgendaOpiniãoPresidenciais 2011LinksPesquisa
YouTube Twitter FaceBook Flickr RSS Feeds
> Notícias
*
Segunda feira 19 de Abril
Universidade de Pádua inaugura Cátedra Manuel Alegre
15-04-2010

A Universidade de Pádua inaugura na próxima segunda feira, dia 19 de Abril, às 11.00, a Cátedra Manuel Alegre, destinada ao estudo da Língua, Literatura e Cultura Portuguesas. O poeta irá para proferir a "lição magistral", numa cerimónia que conta com a presença das autoridades académicas, diplomáticas e municipais.

Manuel Alegre deslocar-se-á ainda à Universidade Roma Tre, no sábado, dia 17, para um encontro com estudantes (1) e à Universidade Ca' Foscari, em Veneza, no dia 20, para participar num encontro internacional de poesia contemporânea (veja mais AQUI)

Os promotores da Cátedra Manuel Alegre, instituída no Departamento de Românicas da Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Pádua e que vem selar uma colaboração de mais de trinta anos com o Instituto Camões, justificam a escolha do "poeta e romancista, político e intelectual de topo do Portugal contemporâneo" numa breve apresentação da obra de Manuel Alegre: "Sem nunca renunciar ao empenhamento político, explora num registo de contínua e forte originalidade áreas temáticas universais, como a da errância, já que 'todos somos exilados de Florença', na esteira da grande tradição libertária filiada em Portugal na 'lusitana antiga liberdade', de Luís Vaz de Camões, particularmente cara também ao lema da Univesidade de Pádua: Universa Universis Patavina Libertas (Liberdade de Pádua, universal e para todos)".

Na sua "rica e complexa trajetória artística", diz-se ainda na apresentação de Manuel Alegre, "emergem de modo inseparável duas características, a do poeta civil e a do cantor da liberdade" e o facto de "a sua linguagem poética, tecida de lirismo e nostalgia da epopeia", estar "em contínua renovação. Se os poemas dos anos sessenta o 'consagram' como 'poeta da resistência', derrotada a ditadura e encerrada definitivamente, com a Revolução dos Cravos Vermelhos de 25 de Abril de 1974, a época colonial, M. Alegre passa a instâncias mais amplas e corais, como o sentido da existência e a natureza íntima da palavra poética, dando voz aos 'sinais mágicos da palavra. Os sinais da essência do mundo que por vezes se revelam na palavra poética'."

Manuel Alegre tem vários títulos da sua obra editados em italiano, como Canto Atlantico , uma antologia de poemas seus traduzidos por Roberto Vecchi (1997), L’ Uomo del Paese Azzuro , contos (1999), Nada Está Escrito , uma edição limitada de cinco poemas traduzidos por Giulia Lanciani com gravuras de Guido Strazza (2007), Cane come Noi , romance, traduzido por Maria Luisa Cusati (2008) e Il Quadrato , contos, traduzidos por Silvana Urzini e Carlos Martins (2009). Poemas de Manuel Alegre estão ainda incluídos em várias antologias de poesia portuguesa editadas em Itália, como La Nuova Poesia Portoghese , traduzida por Carlo Vittorio Cattaneo (1975), Poeti Portoghesi Contemporanei , traduzidos por Manuel Simões (1999) e Inchiostro Nero che Danza sulla Pagina , selecção e tradução de Giulia Lanciani (2002).

Veja o programa da cerimónia AQUI

Nota (1): A deslocação à Universidade de Roma Tre foi prejudicada pelo atraso do avião motivado pela perturbação dos voos em toda a Europa na sequência da nuvem de cinza de um vulcão islandês.

Documentos
Documento em formato application/pdf Programa da visita de Manuel Alegre a Itália57 Kb