Vi o meu país a arder, sei que morreram cem pessoas em quatro meses e não consigo ficar calado.
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Poema de Manuel Alegre inaugura projecto “Semeando Poesia”
15-03-2012

Á entrada da localidade de Corte Sines, no concelho de Mértola, vai ser colocado, no dia 18 de Março, pelas 16.30, debaixo de um sobreiro, um poema de Manuel Alegre, intitulado “Gramática de Coentro e Cal”. A iniciativa inaugura o projecto “Semeando Poesia”, da Junta de Freguesia de Mértola, que tenciona, como o nome indica, semear a poesia em locais estratégicos da freguesia.

Gramática de coentro e cal

Gramática de coentro e cal
geometria do branco e do verão
solidão como sinal
quase cigarra quase pão
em seu falar como um cantar de amigo.

Aqui acaba o último e o primeiro
e o um procura o outro seu igual
para dizer um nome entre azinheira e trigo.

Este é o chão mais puro e verdadeiro.

E as sombras sentam-se comigo
à sombra de um sobreiro.

In “Alentejo e Ninguém”, 1996