"É preciso subverter o discurso cinzento e tecnocrático e recuperar a força primordial da palavra"
Manuel Alegre
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Vasco Graça Moura sobre “Nada está escrito”:
“Tive um belo fim de semana a lê-lo”
17-04-2012

“Tive um belo fim de semana a lê-lo” confessou Vasco Graça Moura ontem, na apresentação de “Nada está escrito”, de Manuel Alegre. “Aquilo de que mais gostei no seu livro é a flutuação, o poder ser ou não ser, o que está por detrás de, ou implícito em, ou em processo de dizer e interrogar, entre certeza e incerteza”, escreveu VGM em mail dirigido a Manuel Alegre, registando “as várias possibilidades do poema na sua relação com a realidade e com a condição humana e na beleza consumada (e muito sofisticada) da expressão literária.”

Desafiado amigavelmente por Alegre, Graça Moura não se escusou a ler na Buchholz o poema, intitulado “sobre um livro de manuel alegre”, escrito num ímpeto a seguir à leitura de “Nada está escrito”.

sobre um livro de manuel alegre

manuel alegre deu
o dito por não dito
quando escreveu
"nada está escrito"
(e eu
repito)

nele, o poema
é o som e o sentido
de um problema
vivido
(e eu
não duvido)

voz que afirma ou nega
à tona e no fundo,
joga à cabra-cega
e desvenda o mundo
(e eu
o secundo)

voz que entrelaçou
o feio e o bonito,
o mais chão, o voo,
o não dito e o dito
(e eu
acredito).