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Manuel Alegre ao Jornal de Negócios:
“A Alemanha está a fazer uma ocupação ideológica”
27-04-2012 Jornal de Negócios
Entrevista de Anabela Mota Ribeiro

“Não sei se sem poemas há país”, diz Manuel Alegre em grande entrevista conduzida por Anabela Mota Ribeiro ao Jornal de Negócios. A pretexto do novo livro de poesia “Nada está escrito”, Manuel Alegre fala da poesia e da vida, que no seu caso é indissociável do combate político. Confessando que “não gosta de perder nem a feijões”, o poeta reafirma: “Não sou capaz de viver sem esperança. A esperança é difícil, constrói-se”.
Sobre o momento actual, denuncia que “há um muro à frente das pessoas”, sobretudo à frente dos jovens, pois “a guerra da juventude hoje é não ter emprego”. “É horrível ter como estratégia para um país o empobrecimento” diz ainda Manuel Alegre, recordando que “os portugueses são um povo para o qual é preciso olhar com atenção. Alguém dizia: "Gostam de encostar os portugueses à saudade. Parece que aguentam tudo, e de repente atiram com tudo ao ar”.

“Embora sejamos um país do sol e do sul, parece que querem fazer de nós um país luterano e puritano” denuncia ainda Manuel Alegre, para quem o que está em curso é a destruição de um modelo político democrático construído no pós-guerra. “Estão a aproveitar esta crise para pôr em causa direitos e conquistas sociais que demoraram muito tempo a construir”, diz, criticando directamente o papel actual da Alemanha: “Não estão a usar armas nem a fazer nenhuma ocupação militar, mas estão a fazer uma ocupação ideológica.”

Em resposta à pergunta “como é que vai ficar na história”, o poeta, depois de dizer “não sei”, confessa: “A posteridade é muito curta, o tempo é infinito. Ficarei tal como vivi, tal como escrevi. Há livros meus que vão ficar, poemas que vão ficar, há imagens que vão ficar.”

Veja entrevista na íntegra AQUI