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Manuel Alegre sobre o prémio Leya ganho por João Ricardo Pedro:
“Uma vitória do talento contra o desalento e a crise”
07-05-2012

“Foi uma vitória do talento contra o desalento e a crise e foi uma vitória da língua contra o silêncio e a adversidade” disse Manuel Alegre esta tarde na cerimónia de entrega do Prémio Leya, a cujo júri presidiu mais uma vez, a João Ricardo Pedro, autor de “O teu rosto será último”. “Sou daqueles”, acrescentou Manuel Alegre, “que pensam que a crise que estamos a viver é muito mais do que uma crise financeira, é sobretudo uma crise moral e cultural. E que há um défice de valores espirituais e humanistas”.
Leia a intervenção de Manuel Alegre AQUI

“João Ricardo Pedro mostra que mesmo numa situação de desamparo é possível encontrar caminhos novos”, disse ainda Manuel Alegre após evocar o momento em que comunicou a notícia do prémio ao autor, “um jovem engenheiro desempregado, casado e pai de dois filhos, e que, no mesmo dia em que ficou sem trabalho, resolveu sentar-se ao computador para começar a escrever.”

Depois de ter salientado a importância da língua portuguesa numa altura “em que há uma visão redutora da vida e a própria linguagem está invadida pela economia, pela dívida e pelos números” e de ter enaltecido o significado do Prémio Leya para revelar e divulgar novos autores da língua portuguesa, Alegre aproveitou a presença de individualidades como o Primeiro Ministro, na cerimónia que teve lugar no Palácio das Galveias, para deixar um conselho final contra a crise, dirigido “aos políticos, tanto aos do governo como aos das oposições: ler todos os dias um poema e algumas páginas de um bom romance como o de João Ricardo Pedro. Faz bem à saúde e ao espírito. E até à política.”