Vi o meu país a arder, sei que morreram cem pessoas em quatro meses e não consigo ficar calado.
Manuel Alegre
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No quadro da Cátedra Manuel Alegre da Universidade de Pádua
Manuel Alegre abre em Pádua Jornada sobre Literatura e Língua Portuguesa
16-05-2012

Manuel Alegre estará presente no próximo dia 22 de Maio numa Jornada de Estudo sobre “Literatura em língua portuguesa e testemunho”, promovida pela Cátedra com o seu nome, criada pelo Departamento de Estudos Linguísticos e Literários da Universidade dos Estudos de Pádua. Manuel Alegre dissertará sobre “O poema e a vida” e Hélia Correia, também convidada para este evento, sobre “Uma Flauta que cantava”.
Os dinamizadores da Jornada são os Professores Sandra Bagno e Marco Fazzini, estando ainda prevista, entre outras, a intervenção de Maria Luísa Cusati, especialista e grande tradutora da obra de Manuel Alegre em italiano.

Recorde-se que Manuel Alegre tem uma vasta obra traduzida em língua italiana, nomeadamente “Canto Atlântico”, poesia, de 1997, “L’Uomo del Paese Azzuro”, contos, de 1999, “Nada está escrito”, edição especial de 5 poemas ilustrados, de 2007, “Cane come noi”, romance, de 2008, “Il Quadrato”, contos, de 2009, “Una Stella”, conto, edição ilustrada, de 2010 e “Jornada de Africa - Romanzo d'Amore e Morte del Sottotenente Sebastião”, romance, de 2011.

A Cátedra Manuel Alegre na Universidade de Pádua foi inaugurada em 19 de Abril de 2010, com a presença do poeta, que na altura recebeu o título de cidadão honorário daquela cidade.

Balada dos Aflitos já tem versão em língua italiana

O poema "Balada dos Aflitos" que abre o último livro de poesia de Manuel Alegre, “Nada está escrito”, foi vertido para língua italiana pela Professora Sandra Bagno, uma das dinamizadoras da Cátedra Manuel Alegre na Universidade de Pádua.

Ballata degli Afflitti

Fratelli umani così abbandonati
la luce che guidava più non guida
siamo persone – dite – e non mercati
questo di certo non è tempo di poesia
vorrei recare a voi altri messaggi
con pane e vino e meno plusvalore.

Fratelli miei che in questa brutta ora
non vi rimane neppur la fantasia
di sognare altri tempi e altri lidi
come Antonio a Alessandria dico addio
disordine di un mondo sì mutato
sì diverso da quel che si voleva.

Forse stanno crocifiggendo Iddio
in questo regno dove tutto è soldi
fratelli miei senza valore aggiunto
prega per noi Signora dell’Agonia
fratelli miei a cui tutto è negato
vi porti forse un nuovo giorno la poesia.

Prega per noi Signora degli Afflitti
ogni giorno in terra naufragati
mano invisibile ci ha qui proscritti
in noi stessi perduti e accerchiati
vengano a noi i versi mai scritti
fratelli umani che non siete mercati.

Veja a versão portuguesa de Balada dos Aflitos AQUI

Documentos
Documento em formato application/pdf Programa das Jornadas de Estudo de 22 de Maio em Pádua153 Kb