Vi o meu país a arder, sei que morreram cem pessoas em quatro meses e não consigo ficar calado.
Manuel Alegre
InícioManuel AlegreNotíciasAgendaOpiniãoPresidenciais 2011LinksPesquisa
YouTube Twitter FaceBook Flickr RSS Feeds
> Notícias
foto de Diário das Beiras
foto de Diário das Beiras
Manuel Alegre na Figueira da Foz:
“A poesia é um acto de soberania espiritual”
12-09-2013 com Diário de Coimbra

Foi uma noite de emoção a que se viveu no Salão Caffé do Casino da Figueira da Foz, com a presença de Manuel Alegre como convidado da iniciativa “Andam pela terra os poetas”, organizada pela Minerva Coimbra. Como relata Bela Coutinho no Diário de Coimbra, foram muitos os “amigos e admiradores de Manuel Alegre, que o quiseram ouvir, conhecer mais a fundo a sua obra, partilhar inquietações e interrogações quanto ao futuro do país”, tendo-se sentido “o acto de soberania espiritual”, que é como o poeta classifica a poesia.

A obra de Manuel Alegre foi apresentada por José Ribeiro Ferreira, tendo a sessão contado com a participação de Nicolau Santos e Vasco Pereira da Costa que leram poemas do autor. Mas houve uma outra presença muito especial para o poeta, a sua filha Joana (voz), acompanhada por Miguel Picciochi (guitarra), que interpretaram com arranjos próprios poemas do homenageado. Manuel Alegre comoveu-se por “ouvir pela primeira vez a minha filha cantar em público poemas meus” e confessou ter gostado muito do arranjo que ela fez, apesar de ter juntado dois poemas, situação que, segundo confidenciou, “quase o levou a zangar-se com Zeca Afonso”.

Manuel Alegre leu poemas seus, entre eles alguns inéditos, recebidos com entusiasmo pela plateia, como “Variações sobre o desconcerto do mundo” e “A dor”. E falou de poetas, de amigos, da guerra, do país que o faz ser “muito Atlântico”. Falou acima de tudo de poesia: “numa altura em que tudo se globaliza, escrever poesia é um acto de afirmação da língua, de resistência”. “A poesia está aquém e além da literatura e é uma relação mágica com o mundo”, disse ainda o poeta, considerado pelos responsáveis da iniciativa “um dos maiores poetas vivos portugueses.”

Leia o poema "A Dor" AQUI