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Manuel Alegre
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No Dia Mundial da Poesia, no CCB, em Lisboa
Manuel Alegre lê poemas inéditos
22-03-2015

Foi uma sala cheia, no CCB, em Lisboa, que aplaudiu comovida a leitura de poemas de Manuel Alegre pelo próprio, em celebração do Dia Mundial da Poesia, que todos os anos se comemora no início da Primavera. Alegre começou com poemas da "Praça da Canção", esse livro mítico reeditado em janeiro deste ano pela passagem dos 50 anos da primeira edição. Seguiram-se poemas de "Nada está escrito", editado em 2012 e na altura celebrado por grandes poetas, como Hélia Correia e Vasco Graça Moura. Manuel Alegre terminou em apoteose, com a sala a aplaudi-lo de pé, ao ler poemas inéditos em que a sua voz inconfundível volta a dar corpo ao que sentimos nestes tempos de austeritarismo, revolta surda e desesperança.

Do poema "Resgate", um dos mais aplaudidos e que pode ler AQUI, lembramos estes versos:

(...)
há qualquer coisa em nós de que não gostam
talvez o riso esse
desperdício.
Trazem palavras de outra língua
e quando falam a boca não tem lábios
trazem sermões e regras e dias sem futuro
nós pecadores do Sul nos confessamos
amamos a terra o vinho o sol o mar
amamos o amor e não pedimos desculpa.
(...)