Vi o meu país a arder, sei que morreram cem pessoas em quatro meses e não consigo ficar calado.
Manuel Alegre
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Manuel Alegre no lançamento do seu novo livro:
“Temos de saber da nossa História”
08-04-2016

“Uma outra memória, porquê?” interrogou Manuel Alegre, no lançamento do seu novo livro na Biblioteca Nacional em Lisboa. Porque para lá da espuma dos dias, “temos que saber da nossa História”, respondeu, defendendo que a História é uma disciplina muito importante que hoje as pessoas desconhecem, que tem de sabida sem preconceitos e contada como o faz António Borges Coelho.

Este livro fala de “um tempo de partilha, em que os poemas eram lidos e sabidos de cor e os intelectuais eram ouvidos”, disse Manuel Alegre, recordando a Praça da Canção e O Canto e as Armas, que não sendo livros panfletários tiveram grandes consequências políticas.

“Eu não tive a intenção consciente de fazer pedagogia”, disse ainda Manuel Alegre, mas “talvez este livro ajude a perceber o que foi papel de certos poetas, de certos homens, de gente de que se fala hoje pouco, como José Luís Nunes, Sottomayor Cardia ou Manuel Tito de Morais”. “Toda essa gente, como também aqueles que levaram a poesia mais longe, como Adriano e Amália”, recordou, “está ligada a um tempo e a uma memória”. E é muito importante, disse ainda, “contar uma parte da vida que se viveu, porque há sempre o risco de ela ser contada sem ser por nós ou até contra nós”. Mas este é um livro, concluiu, “sem azedume e sem ajustes de contas.”

A apresentação do livro decorreu na Biblioteca Nacional, perante uma sala cheia, onde se viam alguns dos poetas e figuras incluídas no livro "Uma outra memória - a escrita, Portugal e os camaradas dos sonhos", editado pelas Publicações Dom Quixote, representada na mesa por Cecília Andrade. A apresentação do livro esteve a cargo de José Manuel dos Santos.