Vi o meu país a arder, sei que morreram cem pessoas em quatro meses e não consigo ficar calado.
Manuel Alegre
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PR agradeceu a Manuel Alegre “o ser português”
26-04-2016

O Presidente da República, na intervenção que proferiu na entrega do Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores, fez questão de lembrar que este era “o dia certo para homenagear Manuel Alegre”, “o homem e a carreira”. Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu ainda a Manuel Alegre "o ser português".
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Considerando que o autor representa “um patriotismo prospectivo”, o PR enalteceu-lhe a “coragem, o dramatismo associado ao lirismo, o voluntarismo ilimitado, a vontade de sonhar” e lembrou que Manuel Alegre é “valente”, “apaixonado nas causas, desprendido nos interesses”, “fiel a si próprio e fiel a Portugal”. A terminar, Marcelo Rebelo de Sousa citou o poema Raiz de ‘O Canto e as Armas’, “… E braço a braço meço o espaço dos teus braços: / oitenta e nove mil quilómetros quadrados. / E um país por achar neste país” e concluiu, dirigindo-se a Manuel Alegre: “Hoje o país achou-se nesse país e vem, pela minha voz, agradecer a Manuel Alegre o ser português.”

A entrega do Prémio ocorreu no Salão Nobre da Caixa Geral de Depósitos, entidade que patrocina o mesmo, tendo o seu Presidente, José de Matos, iniciado a cerimónia frisando que a escolha da data não foi alheia à personalidade premiada, pois “Manuel Alegre será sempre o autor de ‘Praça da Canção’ e ‘O Canto e as Armas’. José de Matos lembrou que a poesia de Manuel Alegre, lida, ouvida e cantada, contribuiu de forma decisiva para a formação da consciência democrática e anti-colonialista da sua geração e terminou dizendo: “Obrigada, Manuel Alegre, por ter cantado “de pé no país amado”.

José Manuel Mendes, Presidente da APE, lembrou que este prémio, concedido pelos pares, distingue a “exemplaridade da vivência enquanto escritor”, recordando os anteriores premiados (Torga, Sophia, Saramago, Maria Velho da Costa, João Rui de Sousa). Sobre Manuel Alegre salientou sobretudo a sua “poética enquanto realização da liberdade”, lembrando o trajecto de décadas de toda a sua obra, desde ‘Praça da Canção’ e ‘O Canto e as Armas’, passando por ‘Senhora das Tempestades’ e ‘Cão como Nós’ até ao último livro ‘Uma Outra Memória’, que é “um trajecto que nos toca”.

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