"Corri riscos, estive com pessoas que pertencem à História. Tudo isso fez de mim aquilo que sou."
Manuel Alegre
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Manuel Alegre denuncia "doutrina europeia de democracia limitada"
03-02-2016 com Lusa

"Depois da doutrina Brejnev da soberania limitada, temos agora a doutrina europeia de democracia limitada", acusou Manuel Alegre, a propósito do processo negocial entre o Governo português e a Comissão Europeia sobre o projecto de orçamento para 2016. "O primeiro-ministro já afirmou que será fiel aos compromissos assumidos. Resta saber se a Comissão Europeia será fiel aos princípios fundadores da Europa e ao respeito pela democracia", disse Manuel Alegre em declarações à Lusa.

Para Manuel Alegre, Bruxelas está a exercer sobre o governo português “uma chantagem contra a própria democracia e contra o direito de serem os portugueses a escolher que política querem e quem os deve governar".

Alegre condenou também a posição do porta-voz e vice-presidente do PSD Marco António Costa sobre as negociações em Bruxelas, que caracterizou este processo como "uma brincadeira de mau gosto" do Governo do PS. "Marco António Costa, insurgiu-se Alegre, “falou como um porta-voz dos que pretendem pôr em causa o Governo e os direitos dos portugueses para repor a austeridade e vacinar a Espanha. Falou como um porta-voz dos que não admitem alternativa e políticas diferentes daquelas que são impostas pela Comissão Europeia".

Alegre recordou que já tinha criticado, a propósito da Grécia, a semelhança da posição de Bruxelas com a doutrina Brejnev da soberania limitada, e reiterou: “o Governo português comprometeu-se a respeitar as regras europeias, mas comprometeu-se também a virar a página da austeridade e a aumentar os rendimentos dos portugueses". "Parece que Marco António Costa e aqueles de quem é porta-voz”, concluiu, “querem retomar a mesma política que empobreceu Portugal, que levou ao corte de salários e de pensões, ao enfraquecimento dos valores do trabalho e que pôs em causa a própria soberania nacional.”