"A Democracia não se faz com demagogos e oportunistas, faz-se com cidadãos"
Manuel Alegre
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27-06-2012

"Profundamente comovido, escreve Manuel Alegre, "presto homenagem a Júlio Montalvão Machado, ao resistente antifascista, ao fundador do PS, ao cidadão exemplar e ao querido amigo que num momento difícil, com muita coragem me prestou a sua ajuda para escapar da PIDE. Sentidas condolências à sua família e aos socialistas de Chaves."

“Foi ele o último que me viu” antes de partir para o exílio, recordou Manuel Alegre na visita que fez a Chaves na última campanha presidencial, em Janeiro de 2011. Júlio Montalvão Machado, fundador do Partido Socialista, fez toda a arruada ao lado de Manuel Alegre, que fez questão de lembrar o dia de Julho de 1964 em que “na quinta dele, que faz fronteira com Espanha, por um ribeiro” partiu para o exílio, de onde só regressaria em Maio de 1974.

Oftalmologista de profissão, Júlio Montalvão Machado foi um dos fundadores da Acção Socialista Portuguesa e, depois, do Partido Socialista. Fez parte da Comissão Nacional e da Comissão Directiva do PS, tendo exercido todas as funções partidárias em Vila Real, distrito de onde era natural. Foi presidente honorário da Federação Distrital do PS de Vila Real, governador civil de Vila Real (1974-1975), deputado (1979-1980) e presidente da Assembleia Municipal de Chaves (1993-2001).

Perseguido pelo regime do Estado Novo, Júlio Montalvão Machado só viria a ser autorizado a exercer funções profissionais no Serviço Nacional de Saúde após o 25 de Abril de 1974. Faleceu no dia 25 de Junho, aos 83 anos. Ler mais

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Manuel Alegre evoca actualidade de encíclica de João XXIII:
50 anos após o início do Concílio Vaticano II
22-06-2012

“Quando foi publicada a encíclica Pacem in Terris (Paz na Terra) de João XXIII, eu estava na prisão”, recordou Manuel Alegre em Fátima, na 8ª Jornada Pastoral da Cultura, para a qual foi convidado por Tolentino Mendonça, padre e poeta. “Imaginam por isso a alegria que senti com a notícia da publicação desta Encíclica, que interpretei como um reforço da nossa esperança num futuro de liberdade, de justiça e de paz”, lembrou. “Pedi por isso a familiares e amigos que trouxessem o texto para ler, mas os carcereiros não permitiram a entrada da Encíclica na minha cela. Para Manuel Alegre, as palavras da Encíclica Pacem in Terris “constituíram na altura uma verdadeira revolução moral e cultural. E são-no outra vez neste tempo em que os poderes que comandam o mundo esquecem que os seres humanos são pessoas e não mercados.”
Foi nessa altura que surgiu o poema a João XXIII, que Manuel Alegre voltou a ler hoje, perante uma sala cheia, num painel em que participaram o Prof. Borges de Pinho, teólogo, a pintora Emília Nadal, o Prof. Joaquim Azevedo, presidente da UCP/Porto e em que falaram ainda Tolentino de Mendonça e os bispos D. Pio Alves de Sousa, D. Joao Lavrador e D. Nuno Brás.

Leia a intervenção integral de Manuel Alegre AQUI
Leia o poema Para João XXIII AQUI Ler mais

21-06-2012 António Marujo, Público

O poeta e ex-candidato à Presidência da República, Manuel Alegre, contará amanhã, perante bispos e responsáveis da cultura da Igreja, como um seu pedido à polícia política fascista o levou a escrever um poema dedicado ao Papa João XXIII. Foi no Verão de 1963, conta o escritor ao PÚBLICO, antecipando a sua participação na 8.ª Jornada da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica, em Fátima. Alegre tinha sido preso em Angola, então colónia portuguesa, depois de participar num levantamento contra o regime. Detido em Luanda, na cadeia da PIDE, a polícia política, Alegre ouviu falar de uma encíclica do Papa João XXIII, sobre a paz no mundo, a Pacem in Terris, publicada em Abril de 1963. Ler mais

Manuel Alegre sobre Cavaco Silva:
17-06-2012 Lusa

Manuel Alegre criticou o Presidente da República, Cavaco Silva, por ainda não ter vetado nenhuma das medidas do actual Governo que “atingem gravemente o conteúdo social” da democracia portuguesa, nomeadamente o código do trabalho. “Uma coisa são as palavras, outra são os actos. O Presidente tem feito certos alertas, diz que o país não aguenta mais, falou de certas iniquidades como a de escolher uma categoria profissional, os funcionários públicos, para cortar salários e pensões. Tudo isso está certo, mas, depois, não veta”, criticou Manuel Alegre. Ler mais