"A Democracia não se faz com demagogos e oportunistas, faz-se com cidadãos"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre à TSF:
“Isto está a chegar ao limite”
06-07-2012 com TSF

O Presidente da República devia ter agido para travar o corte nos subsídios dos funcionários públicos e pensionistas, defendeu Manuel Alegre, em declarações à TSF, em que afirmou não entender a razão pela qual Cavaco Silva, depois de ter alertado para a desigualdade que os cortes nos subsídios da função pública e pensionistas significavam, não agiu. “Já várias vezes o Presidente fez afirmações desta natureza, mas depois não age e não veta”, disse Manuel Alegre, que acusou o Primeiro Ministro de estar “a colocar o seu dogma neo-liberal acima dos interesses do país, acima dos interesses dos portugueses”. “Isto está a chegar ao limite, disse ainda, “é preciso dizer basta!”, “porque o país está em risco e a democracia está a ficar cada vez mais empobrecida”, concluiu.

Manuel Alegre comentou a omissão de Cavaco Silva relativamente ao envio ao Tribunal Constitucional do corte dos subsídios de férias e natal dos funcionários públicos e dos pensionistas. “Omissão não naquilo que ele disse”, clarificou, mas no uso dos poderes que a Constituição lhe atribui. Para Manuel Alegre, “era bom para a democracia que o Presidente tivesse, ele próprio, suscitado” a questão constitucional da desigualdade de tratamento.

“Isto está a chegar ao limite, está a passar o limite”, denunciou Manuel Alegre, que acrescentou: “É necessário que os portugueses usem a liberdade que lhes foi concedida pela democracia e pelo 25 de Abril para impedirem aquilo que está a acontecer”, “porque o país está em risco e a democracia está cada vez mais empobrecida”.