António Costa disse depois apoiar a candidatura de Manuel Alegre, “porque é importante para dar segurança e estabilidade ao país e para que haja na Presidência da República alguém que exerça a função com uma distinção muito clara entre as suas competências e as competências muito próprias dos governos, escolhidos pelos portugueses e que governam com base na legitimidade que têm na Assembleia da República”.
“É preciso que o Presidente da República seja um fator de evitar crises e não um contribuinte para a crise. Para crise já basta a que temos”, disse.
Interrogado sobre se estava a dizer que Cavaco Silva poderia ser um fator de crise, o presidente da Câmara de Lisboa afirmou que “indiscutivelmente Manuel Alegre não contribuirá para aumentar a crise”.
“Mário Soares e Jorge Sampaio, como Presidentes da República foram fatores de unidade nacional – é isso que se pede a um Presidente da República e, estou certo, Manuel Alegre, nessa linha, saberá ser um bom Presidente da República”, acrescentou.
Já o presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, Joaquim Raposo, recusou que o seu partido tenha dado um apoio tardio à candidatura presidencial de Manuel Alegre e fez críticas diretas a Cavaco Silva.
“A esquerda deve estar unida para evitar a reeleição de um Presidente de direita, algo que será a primeira vez na história da democracia portuguesa. Nós calculamos bem o que será um segundo mandato de um Presidente de direita. Não será seguramente nem bom para o país, nem para a democracia”, disse.