Descobrir não é criar. Chegámos sempre ao que, antes de nós, já lá estava. Mas em cada chegada aconteceu uma dupla descoberta: a dos outros por nós e a de nós próprios pelos outros.
Manuel Alegre
InícioManuel AlegreNotíciasAgendaOpiniãoPresidenciais 2011LinksPesquisa
YouTube Twitter FaceBook Flickr RSS Feeds
> Notícias
Resultados animadores em Lisboa e no sul
27-11-2010

A sondagem da Eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença hoje publicada no Expresso repete, com variações inferiores à margem de erro do estudo, os valores de há um mês atrás. Manuel Alegre surge agora com 32% das intenções de voto e Cavaco Silva com 57%, mas na Área Metropolitana de Lisboa e no sul do país o actual Presidente não consegue os 50% e Manuel Alegre sobe para 40%.

Estes resultados são bastante diferentes de sondagens divulgadas a seguir ao anúncio da recandidatura de Cavaco, com variações que podem chegar a mais de 20 pontos, pondo em causa o grau de confiança que se pode ter neste tipo de instrumentos. Mas o mais importante é referir que estes números surgem depois de um mês em que a campanha presidencial quase desapareceu dos media e em que o actual Presidente foi notícia praticamente todos os dias, com os canais generalistas a dedicar 4 horas e 55 minutos a Cavaco Silva.

Os resultados de Manuel Alegre em metade do país reforçam, como referiu o director da campanha, Duarte Cordeiro, “a convicção de que vai haver um segunda volta”. O que é preciso é que esta campanha não continue a ser desvalorizada e silenciada. Como Manuel Alegre dizia na entrevista ao Sol, não estamos “outra vez na clandestinidade”.

Os debates e a intensificação da campanha irão certamente contribuir para reforçar a mensagem essencial da sua candidatura: precisamos de um Presidente capaz de defender Portugal nesta hora difícil. E capaz de resistir e de se bater com todas as suas forças pelos direitos sociais ameaçados, aqui e em toda a Europa, por uma ofensiva escandalosa dos mercados financeiros, com a conivência da direita conservadora e perante o silêncio cúmplice de Cavaco Silva.