"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Lisboa no almoço da Trindade:
“Queremos a economia ao serviço das pessoas e não as pessoas perfiladas de medo”
20-01-2011

“Demos a volta ao país e fizemos uma campanha de esperança, de confiança e de alegria, muito intensa” afirmou Manuel Alegre no almoço da Trindade. “Não estamos aqui perfilados de medo”, afirmou, parafraseando Alexandre O’Neil. “E o medo está a ser um instrumento político desta campanha”, denunciou, “o principal activo de Cavaco Silva, o medo que ele próprio inculca nos portugueses: medo que ele inflama ao qualificar a nossa situação de explosiva, medo do desemprego, medo do endividamento externo, medo de todas as leis que vão no sentido da tolerância, da modernidade, das liberdades e do respeito pela diferença” recordou, arrancando uma enorme sala da palmas. Medo, finalmente, “de uma crise política grave, estou a citá-lo, que ele próprio anunciou que iria provocar dissolvendo a Assembleia da República e abrindo as portas aos dois partidos que o apoiam”.

“O presidente deve ser mobilizador da confiança e da esperança, da unidade e da coesão”, defendeu, e “um garante da democracia em todas as partes do território nacional”. “Deve inspirar grandes debates, porque temos grandes problemas para resolver” incitou Manuel Alegre, insistindo mais uma vez na questão da desertificação, mas também na educação e nos seus conteúdos. “Os grandes autores da língua portuguesa, a história, têm de que ser ensinados”, afirmou, referindo-se em seguida à saúde e à justiça como temas fundamentais.

“Estou aqui pelos valores da República”, recordou mais uma vez, “com o apoio de todas estas forças políticas para garantir a independência do poder político democrático face aos grandes interesses que se querem sobrepor”. “Queremos o primado da política, a economia ao serviço das pessoas e não as pessoas subjugadas e perfiladas de medo perante o que aí vem”.

Desenvolvendo as grandes diferenças politicas e ideológicas que separam a sua candidatura de Cavaco Silva, Manuel Alegre que precisamos de “outra visão de Portugal”, em que sobressai a cultura. “A cultura não é um ornamento nem um luxo, é um capital que temos de projectar também nas relações políticas e económicas do nosso país” afirmou.

“Eu estou do lado do povo, do lado onde sempre estive, antes do 25 de Abril, agora e sempre”, garantiu o candidato. “Mas não gosto de batota na democracia”, avisou. “Daqui até ao dia 23 vão tentar quebrar esta onda, mas as pessoas não se vão deixar enganar”.

“Já fiz muitas campanhas, fiz todas as campanhas e sei que estamos muito perto da segunda volta”, afirmou. “Não estou a dizer isto para animar a malta, como dizia o meu amigo Zeca Afonso”, mas sei que “há um objectivo que nos une que é ter na Presidência quem defenda a democracia e o Estado social”. “O povo da esquerda está mobilizado, está levantado”, disse. “Vamos lutar até ao fim, vamos ter esperança, porque só quem espera verá o inesperado” exortou Alegre, deixando o seu apelo final: “Vamos levantar o que falta levantar, unir o que falta unir, mobilizar o que falta mobilizar”.

Depois do almoço,em que também usaram da palavra Ana Drago, do BE, Edite Estrela, do PS e Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores, Manuel Alegre desceu o Chiado, imerso numa multidão de populares e destacadas figuras da sua comissão de honra.