"Nada está adquirido, tudo está a andar para trás muito depressa"
Manuel Alegre
InícioManuel AlegreNotíciasAgendaOpiniãoPresidenciais 2011LinksPesquisa
YouTube Twitter FaceBook Flickr RSS Feeds
> Notícias
Petição
Manuel Alegre lidera manifesto contra o fim dos feriados
15-12-2011 Fernando Madaíl, DN

Movimento cívico socialista já reuniu 500 apoiantes. Manuel Alegre, José Magalhães, José Lamego e António Arnaut são alguns dos nomes que contestam decisão de cortar feriados históricos. O abaixo-assinado vai ser colocado num blogue, que se irá denominar República e Cidadania , onde pode ser subscrito por todos os que também vêem, “com muita preocupação, a excessiva facilidade do apagar da memória colectiva que o desaparecimento dos dias nacionais referidos necessariamente representará.”
Assine também AQUI

Manuel Alegre, António Arnaut, José Lamego, José Magalhães e Manuel dos Santos são alguns dos socialistas que já subscreverem o manifesto intitulado “Vida a República!”, que surgiu em Coimbra para se opor ao corte dos feriados do 25 de Abril, do 5 de Outubro e do 1 de Dezembro, tendo reunido, em apenas 4 dias, quase meio milhar de assinaturas.

“Portugal assinala, a cada ano que passa, três momentos fundamentais da sua identidade”, lê-se no texto do manifesto, que corresponde ao “grito de alma” que animou o autor da ideia, Luís Parreirão, ex-Secretário de Estado das Obras Públicas de António Guterres e actual membro da Comissão Nacional do PS.

No fundo, como sintetiza o antigo governante que defende a criação de um vasto movimento cívico para se discutir o tema, naquelas datas o País “comemora a independência nacional, o regime republicano e os valores da liberdade e da democracia”, pelo que “não deve ser de ânimo leve que se alteram estes feriados”.

O manifesto, embora datado de 2 de Dezembro, só começou a circular na quinta-feira, mas rapidamente se espalhou entre os socialistas, sobretudo de Coimbra, onde foi subscrito por universitários, ex-governantes, deputados, membros da Federação Distrital e de órgãos nacionais do PS.

Os promotores pretendem, no entanto, que o texto venha a ser apoiado por gente de todos os quadrantes, desde que se identifiquem com este exercício de cidadania. Aliás, o abaixo-assinado vai ser colocado num blogue, que se irá denominar República e Cidadania, onde pode ser subscrito por todos os que também vêem, “com muita preocupação, a excessiva facilidade do apagar da memória colectiva que o desaparecimento dos dias nacionais referidos necessariamente representará.”

“A afirmação de um País passa também, e sempre, pelo respeito da sua memória colectiva”, sublinha o manifesto, já assinado pelo escritor José Manuel Mendes, o historiador Romero de Magalhães e o sociólogo Elísio Estanque. “Esse é um dever patriótico que deve passar de geração para geração. É justamente em momentos de crise e de dificuldades que devemos fazer apelo a essa memória e à afirmação da nossa História, que nos impulsiona para superar as dificuldades do presente.”

Os autores do abaixo-assinado sustentam que celebrar cada um daqueles feriados nacionais é também uma forma de homenagear todos “aqueles que, em cada um destes momentos fundadores, deram o melhor de si próprios em nome da soberania e da liberdade do povo português”, concluindo que “recordá-los é um acto de patriotismo e de inspiração”.

E o manifesto, que junta desde universitários a sindicalistas, de ex-autarcas a actuais deputados, termina com “vivas!” a Portugal, à República e à liberdade.