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Livraria Camões no Rio de Janeiro
Livraria Camões no Rio de Janeiro
Manuel Alegre e mais 58 escritores manifestam-se contra encerramento da Livraria Camões no Brasil
11-01-2012 com Lusa

Manuel Alegre encabeça um abaixo assinado subscrito por 59 escritores nacionais em protesto contra a projectada decisão do Governo de encerrar a Livraria Camões, no Rio de Janeiro, que pertence à Imprensa Nacional - Casa da Moeda. Os escritores consideram esta decisão um acto "deplorável". "O encerramento da Livraria Camões, no Rio de Janeiro, ao cabo de 40 anos de uma actividade que se impôs pelos critérios culturais e adequação a um contexto peculiar, constituiria um acto deplorável do decisor político", adverte o manifesto subscrito por este grupo de escritores e promovido por Manuel Alegre, Maria Teresa Horta e José Manuel Mendes.

Para os subscritores do abaixo assinado, "desconsiderando uma casa cujos méritos nunca deixaram de ser reconhecidos, designadamente na relação que promove entre os países dos dois lados do Atlântico, atinge-se o valor estratégico que é a difusão da língua e cultura portuguesas, bem como as dimensões simbólicas projectadas pelo Poeta celebrado no nosso Dia Nacional, que sempre encontrou no Brasil alguns dos seus estudiosos e cultores maiores".

"Portugal não deve nem pode, a nosso ver, prescindir de uma das suas armas de afirmação fundamental, a língua de Camões e quanto nela se exprime, para além de juízos conjunturais e da muito duvidosa racionalidade que os incita", concluem os subscritores do abaixo assinado, que tem também entre os seus primeiros subscritores os nomes de Maria Teresa Horta e de José Manuel Mendes.

Subscrevem também o manifesto escritores como Almeida Faria, Ana Luísa Amaral, Ana Marques Gastão, António Cândido Franco, António Carlos Cortez, António José Borges, António Osório, Armando Silva Carvalho, Baptista-Bastos, Cândido de Oliveira Martins, Casimiro de Brito, Clara Rocha, Fernando J.B. Martinho, Fernando Pinto do Amaral, Francisco Duarte Mangas, Gastão Cruz, Hélder Macedo, Helena de Vasconcelos, Hélia Correia, Inês Pedrosa e Isabel Pires de Lima.

Surgem ainda na lista dos escritores que protestam contra a projetada decisão do Governo os nomes de Isabel Ponce de Leão, Jacinto Lucas Pires, Jaime Rocha, João Barrento, João Luís Barreto Guimarães, João de Melo, João Rui de Sousa, José Carlos Seabra Pereira, José Jorge Letria.

E também José Manuel da Costa Esteves, Julieta Monginho, Leonor Xavier, Lídia Jorge, Manuel António Pina, Manuel Gusmão, Manuela Parreira da Silva, Margarida Vale de Gato, Maria Alzira Seixo, Maria Isabel Barreno, Maria João Cantinho, Maria João Reynaud, Maria Luisa Malato, Maria Teresa Dias Furtado, Mário de Carvalho, Mário Cláudio, Miguel Real, Nuno Júdice, Patricia Reis, Pedro Tamen, Teresa Salema, Tolentino Mendonça, Urbano Tavares Rodrigues, Valter Hugo Mãe, Vanda Anastácio e Yvette Centeno.