Não me lembro de um governo que tenha feito tanto mal ao país como este
Manuel Alegre
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"Não há sentido de Estado que justifique qualquer cumplicidade com o projecto ultra-liberal do governo"
17-01-2012 com TVI 24 e Lusa

“Não há sentido de Estado que justifique qualquer cumplicidade com o projecto ultra-conservador e ultra-liberal do governo PSD-CDS" afirmou Manuel Alegre ontem em Coimbra num jantar-debate promovido pelo Clube de Política.
Veja um excerto das declarações de Manuel Alegre em Coimbra AQUI

Manuel Alegre acusou a direita portuguesa, tal como a europeia, de estar a ultrapassar o memorando da ‘troika’ e a aproveitar a crise para a concretização de um “projeto estratégico de demolição do Estado Social, do Serviço Nacional de Saúde, sistema público de educação, leis laborais e da própria função estratégica do Estado”.

Para o histórico dirigente e fundador do PS, o que é terrível na crise é a “convicção generalizada e interiorizada de que não há outro caminho senão este, não há outra solução, não há alternativa e não havendo alternativa não há esperança”. A propósito, sublinhou que “isto é o mais terrível, porque não se pode viver sem esperança, sem horizonte, sem uma perspetiva de futuro”, considerando “uma grande derrota a interiorização deste sentimento”.

Manuel Alegre acusou o eixo franco-alemão de ter violado todos os tratados europeus e colocado em causa o princípio da igualdade entre todos os Estados da União Europeia.
“Já não há soberania partilhada, neste momento há um novo centro e uma nova forma de imperialismo, e há perda real de soberania dos Estados periféricos, que se traduz sobretudo na perda de democracia”, sublinhou.

Criticando a visão neoliberal que grassa na Europa, o antigo deputado socialista acusou ainda Merkel e Sarkozy, a Comissão Europeia e os dirigentes das instituições europeias e mundiais de não estarem preocupadas com os pobres, mas sim com “a finança e os bancos”.