"Parece que para alguns a Pátria é o capital, o capital, o capital"
Manuel Alegre
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07-04-2010

Sempre que me perguntam porque escrevi um livro, apetece-me responder: porque sim. E é o que vou dizer agora: escrevi este livro porque sim, porque me apeteceu, porque tinha que ser. E mais: porque me deu muito prazer escrevê-lo. Não escrevo para sofrer, escrevo para encontrar a graça, que é, penso eu, a única compensação de quem escreve. Ler mais

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Entrega do Prémio Leya
06-04-2009

Senti-me a descobrir outra vez o Brasil e a penetrar no segredo e no mistério de um país desconhecido através de uma narrativa épica, com uma estrutura wagneriana, onde em vez de valquírias e nibelungos, nos aparecem os guerreiros e xamãs ameríndios com as suas falas sagradas, ritmicamente repetidas, que fazem de certas páginas deste livro uma arte poética, um reencontro com a palavra primordial, poesia em estado puro. Ler mais

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19-11-2008

Porque tudo se passava numa terra mágica, num tempo mágico. A terra e o tempo da infância, da descoberta encantada de si mesmo, dos outros e do mundo. E que terra era essa, que tempo? Só podia ser Águeda e os últimos anos de escola. Quando na Europa havia guerra e cá dentro uma paz podre, que era uma outra forma de guerra. Ler mais