"Corri riscos, estive com pessoas que pertencem à História. Tudo isso fez de mim aquilo que sou."
Manuel Alegre
InícioManuel AlegreNotíciasAgendaOpiniãoPresidenciais 2011LinksPesquisa
YouTube Twitter FaceBook Flickr RSS Feeds
> Discurso Directo
> Discurso Indirecto
Manuel Alegre a propósito do seu livro "País de Abril":
Texto lido no Quartel do Carmo no dia 9 de Abril
09-04-2014

Há quarenta anos, parece que foi ontem, eu estava ainda no exílio. Vi, em Argel, pela televisão, as imagens da tomada do Quartel do Carmo. Foi um privilégio viver esse momento, ainda que de longe. É um privilégio estar hoje aqui a revivê-lo com todos vós. Sem armas. Com poemas e canções que, em outro contexto histórico, também foram armas. Porque o mal, disse Eduardo Lourenço, combate-se com a criação, a poesia e a música. Ler mais

Manuel Alegre na entrega do Prémio Leya:
08-05-2013

"Nesta hora em que o império dos mercados se sobrepõe aos próprios Estados, menosprezando a cultura e a dignidade de cada povo, é um orgulho dizer que neste pequeno país do Sul nasceu a terceira língua da Europa Ocidental mais falada no Mundo. Esta cigarra da periferia espalhou a sua fala por vários Continentes." Ler mais

*
Manuel Alegre sobre o Prémio Leya 2011:
07-05-2012

A presença do Senhor Primeiro Ministro nesta cerimónia vem realçar o significado do Prémio Leya, este ano atribuído ao escritor português João Ricardo Pedro, pelo seu romance “O Teu Rosto Será o Último”. Numa hora de crise, em que há uma visão redutora da vida e a própria linguagem está invadida pela economia, pela dívida e pelos números, apetece lembrar o que, em outro difícil contexto, disse José Régio: “Há mais mundos”. Sim, há mais mundos. Nomeadamente o grande mundo da língua portuguesa. Ler mais

Manuel Alegre na apresentação do livro "Nada está escrito"
17-04-2012


"Entre os muitos défices que avassalam o mundo e invadem as nossas vidas há um de que não se fala: o défice de poesia. Não será possível resolver os outros sem que no cinzento de cada dia haja um pouco mais de azul, um pouco mais de poesia." Ler mais

Manuel Alegre e Maria Teresa Horta
Manuel Alegre e Maria Teresa Horta
Manuel Alegre na apresentação de "Nada está escrito"
16-04-2012

Hélia Correia perguntava recentemente, citando Holderlin: “Para que servem os poetas em tempo de indigência?” Ela própria encontrou a resposta. Escreveu a “Terceira Miséria”, uma magnífica elegia. É para isso que servem os poetas: para escrever poesia.

Cada poema que se escreve é uma derrota da indigência, seja ela cultural, ética, política ou mesmo literária. Uma derrota da indigência e da regressão civilizacional que hoje estamos a viver. Ler mais

*
07-04-2010

Sempre que me perguntam porque escrevi um livro, apetece-me responder: porque sim. E é o que vou dizer agora: escrevi este livro porque sim, porque me apeteceu, porque tinha que ser. E mais: porque me deu muito prazer escrevê-lo. Não escrevo para sofrer, escrevo para encontrar a graça, que é, penso eu, a única compensação de quem escreve. Ler mais

*
Entrega do Prémio Leya
06-04-2009

Senti-me a descobrir outra vez o Brasil e a penetrar no segredo e no mistério de um país desconhecido através de uma narrativa épica, com uma estrutura wagneriana, onde em vez de valquírias e nibelungos, nos aparecem os guerreiros e xamãs ameríndios com as suas falas sagradas, ritmicamente repetidas, que fazem de certas páginas deste livro uma arte poética, um reencontro com a palavra primordial, poesia em estado puro. Ler mais

*
19-11-2008

Porque tudo se passava numa terra mágica, num tempo mágico. A terra e o tempo da infância, da descoberta encantada de si mesmo, dos outros e do mundo. E que terra era essa, que tempo? Só podia ser Águeda e os últimos anos de escola. Quando na Europa havia guerra e cá dentro uma paz podre, que era uma outra forma de guerra. Ler mais