"A liberdade não está suspensa. É nos momentos mais difíceis que ela é mais precisa."
Manuel Alegre
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Intervenção de Manuel Alegre na Academia das Ciências
13-10-2020

Quando Amália canta “Erros meus, má fortuna, amor ardente”, não está apenas a interpretar Camões, está a falar de si mesma e de todos nós, de um destino pessoal e colectivo, um país e um povo. Do mesmo modo que ao perguntar-se “com que voz cantarei meu triste fado”, está a restituir à palavra fado o sentido quase mágico que lhe dava Camões. Ler mais

01-12-2019

É uma honra estar convosco neste dia em Santo Aleixo, que é solo sagrado da Pátria. Há poucas terras onde o 1.º de Dezembro possa ser celebrado com tanta legitimidade como em Santo Aleixo que, antes de ser da “Restauração” por decreto de 1957, já era da Restauração pelo sacrifício e o sangue do seu povo. Felicito a Junta de Freguesia e o povo de Santo Aleixo por saberem preservar esta memória que é parte integrante da nossa identidade. Ler mais

Conferência "A literatura da guerra colonial e a guerra colonial na literatura"
Intervenção de Manuel Alegre
21-11-2019

Permitam-me que recorde, com emoção, o Comendador José Arruda, que foi a alma e o símbolo da Associação dos Deficientes das Forças Armadas. Foi ele quem me falou entusiasmado sobre a realização desta iniciativa e foi dele que recebi o convite. Compreendeu, como poucos, o drama pessoal e colectivo da Guerra Colonial e o significado histórico do 25 de Abril. Presto-lhe homenagem, certo de que o seu espírito e o seu exemplo permanecem vivos entre nós.
Gostaria de deixar aqui um apelo ao Senhor Presidente da República para que no próximo desfile do 25 de Abril convide os deficientes das Forças Armadas que, sem desprimor para ninguém, são os mais legítimos representantes dos antigos combatentes da Guerra Colonial. Ler mais

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10-05-2019

"Senhora da liberdade, não apenas pelas Novas Cartas Portuguesas, em parceria com Maria Velho da Costa e Isabel Barreno, mas pela energia poética que traz dentro de si e lhe permitiu escrever pela primeira vez o que até então era proibido e ninguém imaginaria que pudesse vir a ser escrito por uma mulher." (...) "Dir-se-á que a revolução sexual está feita e a liberdade consagrada na Constituição. Mas eu creio que nada está adquirido, porque tudo está a andar para trás muito depressa." Ler mais

27-03-2019


Manuel Alegre agradeceu o Prémio Vida e Obra atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores e entregue na Gala realizada no Centro Cultural de Belém. Ler mais

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Intervenção integral
02-10-2018

É com uma certa aflição que me apresento hoje perante vós. Grato e comovido.
O grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Lisboa que o Magnifico Reitor me atribuiu representa para mim uma honra de grande significado. Mas deixa-me em grande desassossego porque me obriga a ser mais do que eu próprio. E é, ao mesmo tempo, um reconforto moral para quem, por circunstâncias históricas conhecidas, bem cedo na vida se viu privado de universidade e de país. De certo modo é um regresso à universidade, não à de origem, de que fui obrigado a exilar-me, mas à antiquíssima Universidade de Lisboa, a que peço licença para, a partir de agora, sem esquecer a raiz, considerar também a minha. Ler mais

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Manuel Alegre na Academia das Ciências
10-07-2018

Manuel Alegre abriu a segunda parte do Colóquio "Unidade e Diversidade da Língua Portuguesa", no dia 10 de julho, por iniciativa da Academia das Ciências, de que o escritor é sócio efectivo, eleito em novembro de 2016. Ler mais

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Manuel Alegre na entrega do Prémio Camões 2017:
02-02-2018

Por mais estranho que pareça o povo anda na rua a falar Camões. Fala nas ruas de Portugal. Mas também nas ruas do Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné, Timor e São Tomé e Príncipe. Não tem consciência disso, não sabe que há um Acordo Ortográfico e também não precisa dele. Mas fala Camões, quero dizer: fala a língua portuguesa. Ler mais

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Lição magistral de Manuel Alegre
Doutoramento Honoris Causa na Universidade de Pádua
22-11-2017

"Portugal existe porque, antes de ser Estado, já era língua e poesia. As nações todas são mistérios, escreveu Fernando Pessoa. Esse é talvez o mistério da longevidade de Portugal e da projecção multinacional da língua portuguesa. Nesta língua vos falo, com humildade e embaraço, perante a grandeza da História da Universidade de Pádua, a primeira que ousou afirmar e praticar o livre pensamento, a consciência crítica e o saber experimental, princípios fundadores do humanismo europeu."

Veja a versão em italiano AQUI Ler mais

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Manuel Alegre na Sociedade Portuguesa de Autores:
20-05-2016

Diz-se que os prémios não se agradecem. Mas eu estou grato. Grato ao PR por vir aqui entregar-mo no Dia do Autor, o que é um incentivo para todos os autores e um conforto e um estímulo para mim.Grato à Direcção da SPA e ao seu Presidente José Jorge Letria que merece o nosso reconhecimento, não só pelo trabalho realizado, mas também como cidadão, autor e poeta. Creio que no Dia do Autor, é da mais elementar justiça evocar Almeida Garrett, o grande escritor e cidadão, que foi o primeiro a defender os autores nacionais e a apresentar um projecto lei sobre propriedade artística e literária. Lembremos Garrett, aquele que também dizia: “ Temos de voltar à raiz, temos de ser nós mesmos”. Ler mais

02-05-2016

"Sou de Lisboa há séculos, desde o início da extraordinária aventura das navegações, em que, pelo mar fora, fomos Europa antes da Europa o ser" disse Manuel Alegre, ao agradecer a Fernando Medina a distinção de que foi alvo com a atribuição, por votação unânime da vereação, da medalha de honra da cidade de Lisboa. Alegre respondia assim ao presidente da Câmara de Lisboa, para quem o poeta "ganhou a honra de fazer parte da história de Lisboa e de Portugal." Manuel Alegre recordou momentos altos dessa história bem como da língua portuguesa, evocando, entre outros, os conjurados de 1640, para concluir: “Ao longo da nossa História tivemos de ser desobedientes para sermos quem somos. Talvez seja a altura de sermos desobedientes outra vez.” Ler mais

Manuel Alegre na entrega do Prémio Vida Literária da APE:
25-04-2016

"A revolução de Abril permitiu-me voltar a casa. Cada 25 de Abril é um regresso mas é também um novo ponto de partida. Não temos força na economia nem somos uma potência militar. Mas temos uma grande História, uma das línguas mais faladas no mundo e um povo que já dobrou muitos cabos. A minha inquietação é, sempre foi Portugal." Ler mais

Manuel Alegre no festival Correntes d'Escritas 2016:
Póvoa do Varzim
24-02-2016

Nos dicionários de língua portuguesa que tenho em casa não encontrei a palavra catarse. Indicaram-me a Infopédia. Aí vi cinco definições. A última, diz respeito à medicina, mas não me identifico com nenhuma das outras aplicadas à literatura, nem sequer com a de Aristóteles. Talvez me aproxime mais da que se refere às cerimónias de purificação que se realizavam na antiguidade. Ler mais

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30-05-2015

"Creio que ao concederem-me esta honra que tanto me sensibiliza, os representantes da Cidade não vêm em mim apenas quem eu sou, mas uma geração que, no desporto, no teatro, na música, na poesia, e na luta pela liberdade marcou a História de Coimbra e, em certa medida, do país." Ler mais

Marco Fazzini, Sandra Bagno e Manuel Alegre no Palazzo del Bo, em Pádua
Marco Fazzini, Sandra Bagno e Manuel Alegre no Palazzo del Bo, em Pádua
Intervenção de Manuel Alegre na Universidade de Pádua
22-05-2012

"Meu poema rimou com a minha vida", afirmou Manuel Alegre no texto que leu na Universidade de Pádua, a abrir as Jornadas de Estudo promovidas no âmbito da Cátedra Manuel Alegre, criada naquela Universidade em 2010. Sob o tema "A Poesia e a Vida", o poeta interroga-se sobre o papel da poesia "neste tempo dominado pela ignorância, pela ganância, pela estupidez e pelo império do dinheiro". Fiquemos com as suas palavras finais: "Descontaminar a linguagem e restituir às palavras o seu sentido. Eis o que pode fazer a poesia. E o que pode ser o princípio de uma revolução."
Veja a intervenção integral no desenvolvimento da notícia Ler mais

Manuel Alegre doando o manuscrito de "Alma"
Manuel Alegre doando o manuscrito de "Alma"
Manuel Alegre na inauguração da biblioteca municipal de Águeda com o seu nome:
16-10-2010

Estava a lembrar-me da Águeda da minha infância e realmente a infância é um país. É um país que existe e já não existe, é um país que passa e não passa. Talvez por isso eu tenha chamado Alma a Águeda, porque aquela Águeda de que eu falo é uma Águeda que existe e não existe, que passou e não passou e ficou na sua essência, na sua alma. Ler mais

Manuel Alegre na Universidade de Pádua:
Inauguração da Cátedra Manuel Alegre
19-04-2010

"Cada língua - como escreveu George Steiner - é um acto de liberdade que permite a sobrevivência do homem". É certo que hoje os novos oráculos não estão em Delfos. Estão nas bolsas e nos mercados. Mas a fonte de Castália não secou. A escrita poética preserva o sagrado e é uma forma de resistência contra o grande mercado do mundo e a degradação da vida.
Hoje, como sempre, poesia é liberdade. Ler mais

Manuel Alegre na entrega do Prémio Leya em Maputo:
04-03-2010

O Presidente Samora Machel, pouco antes da sua visita a Portugal, disse a um jornalista português: "Camões não é só vosso, Camões também é nosso". Esta frase, que profundamente sensibilizou o povo português, não foi só uma homenagem ao poeta que na Ilha de Moçambique acabou de escrever o poema que é, de certo modo, um acto de fundação poética de Portugal. O que o Presidente Samora Machel pretendeu significar foi que a língua portuguesa tinha deixado de ser língua de ocupação para passar a ser uma língua de liberdade, de independência e de partilha. Ou como diria Miguel Torga: "um traço de união". Ler mais

Prémio D. Dinis é atribuido pela Fundação Casa de Mateus
Prémio D. Dinis é atribuido pela Fundação Casa de Mateus
Manuel Alegre ao receber o Prémio D. Dinis:
"Doze Naus" é o livro premiado
12-09-2008

Pertenço a uma família de desportistas para quem o desporto foi sempre indispensável à formação do carácter. De meu avô Mário Duarte, considerado o maior pioneiro do desporto português e a quem António Nobre, no Só, trataria por "Mário da Anadia", recebi, através de meu pai Francisco Duarte, outro grande atleta, o ensinamento de que se deve aprender a ganhar sem arrogância e a perder sem azedume. Ler mais