"De cada vez que o Parlamento cede ao populismo, este não agradece, reforça-se"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre sobre Natália Correia
13-09-2013

Natália Correia era um poeta. Quero dizer: era diferente dos outros. "Uma máquina de passar vidro colorido", como disse Mário Cesariny de Vasconcelos e ela por certo teria gostado. "Hierática cromática socrática", "uma vestal iluminada" ou "uma deusa rangendo", como a cantou José Carlos Ary dos Santos no retrato que dela fez com versos e metáforas. Creio, aliás, que ela era a grande metáfora de si mesma. Ler mais

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09-08-2013

Um grande amigo, grande camarada, um escritor que marcou o século XX; um grande prosador que sempre tomou partido e não se fechou nunca numa torre de marfim e que combateu pela liberdade, pela acção e pela palavra.

Falou do amor e do erotismo sem tabus nem preconceitos, foi nesse aspecto um inovador.

Sempre atento às novas gerações de escritores, não esqueço que foi ele o autor do primeiro texto publicado sobre o meu livro Praça da Canção, que saiu no jornal República, em pleno fascismo.

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19-09-2012

Foi hoje sepultado em Coimbra o meu querido amigo Luís Goes,o primeiro que musicou, cantou e gravou versos meus. Cantou o amor e a liberdade e a sua voz ficará para sempre como uma das mais belas e emblemáticas da canção de Coimbra.
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28-04-2012

Lembro-me de meu avô Mário Duarte a fazer-me uma festa na cara e a enxugar uma lágrima, gesto que vi depois meu pai repetir e que, segundo dizem, também eu faço. Estou a vê-lo num barco a motor, na Costa Nova, de pé, a acenar. Foi a última vez que o vi. Guardo esse aceno como um adeus. Eu não tinha ainda quatro anos, mas conservo, muito nítidas, estas duas imagens. Ler mais

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