Não me lembro de um governo que tenha feito tanto mal ao país como este
Manuel Alegre
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Adriano Correia de Oliveira com António Portugal e Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Nambuangongo 48 anos depois
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Canção com Lágrimas e Sol
08-03-2010

Eu canto para ti um mês de giestas
um mês de morte e crescimento ó meu amigo
como um cristal partindo-se plangente
no fundo da memória perturbada.

Eu canto para ti um mês onde começa a mágoa
e um coração poisado sobre a tua ausência
eu canto um mês com lágrimas e sol: o grave mês
em que os mortos amados batem à porta do poema.

Porque tu me disseste: quem me dera em Lisboa
quem me dera em Maio. Depois morreste
com Lisboa tão longe ó meu irmão de Maio
que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro.

Eu canto para ti Lisboa à tua espera
teu nome escrito com ternura sobre as águas
e o teu retrato em cada rua onde não passas
trazendo no sorriso a flor do mês de Maio.

Porque tu me disseste: quem me dera em Maio
porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol. Lisboa viúva (com lágrimas com lágrimas).
Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve.

Manuel Alegre
Praça da Canção, 1965

Este poema foi musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira em 1964

Documentos
Documento em formato application/octet-stream Canção com Lágrimas e Sol - Adriano Correia de Oliveira3982 Kb