"Sobretudo nas horas em que tudo / de repente se esvazia / e pesa mais que tudo esse vazio / ... / é precisa (mais que tudo) a poesia."
Manuel Alegre
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Sophia de Mello Breyner Andresen
01-07-2014 Manuel Alegre

Uma atenção tão concentrada que /
parece distracção ou mesmo ausência./
Navegação abstracta e a urgência de /
conjugar o concreto e a imanência./

Ela colhe no ar a maravilha /
depois diz a safira o mar a duna /
procura o oriente o azul a ilha /
e seu canto a reúne: única e una./

E por isso o seu gesto é como asa /
onde há a Koré grega e a grafia /
de quem junta os sinais e os sons dispersos./

E o seu poema é quase como casa /
e a casa é o outro espaço onde Sophia /
reparte à sua mesa o pão e os versos./

Manuel Alegre