"Não gosto de engenharias sociais ou artificiais messiânicas"
Manuel Alegre
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Podcast do Expresso "Palavra de autor#10"
Manuel Alegre: O poeta que destrói poemas para ninguém publicar depois da sua morte
21-11-2018 Cristina Margato, Podcast do Expresso

Voz ativa da vida política, Manuel Alegre nem sempre se indigna. Também ama. A poesia de combate que começou por escrever e que se tornou uma forma de resistência à ditadura, enquanto ia ensaiando revoltas militares e ocupações, é uma forma de amor. O seu último livro Todos os Poemas são de Amor vem desses tempos até ao presente. E nesta conversa com Cristina Margato, o poeta também recua à época em que era criança e se colocava em cima de uma cadeira para dizer de cor os poemas e versos que aprendeu ainda antes de saber ler e escrever.

Oiça o podcast AQUI

Todos os Poemas são de Amor de Manuel Alegre é uma antologia. Reúne poemas dispersos por outras obras, alguns bastante conhecidos, como "Trova do Amor Lusíada" ou "Nambuangongo meu Amor", e acrescenta-lhe vários inéditos, como é o caso de "Dança Com Ela", com que se inicia este décimo episódio de Palavra de Autor.

O livro editado recentemente pela D. Quixote foi também traduzido para espanhol, de modo a ser apresentado na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México, que este ano têm como país convidado Portugal.

Em Palavra de Autor, Manuel Alegre lê alguns destes poemas, recua à infância lembrando que começou a dizer poemas quando nem sabia ler, em cima de uma cadeira, nas noites em que os pais cantavam fado; e fala do seu hábito de escrita, que nunca o abandonou, nem nos momentos em que exercia funções políticas de responsabilidade.

Manuel Alegre escolhe ainda o poema que gostaria de enviar numa nave espacial para ser descoberto daqui a dois mil anos, o primeiro poema que escreveu à mulher, ou aquele que assinalou o nascimento de um dos seus filhos.