"O funcionário que fez o meu BI quando regressei, não me perguntou a profissão, escreveu Poeta. Estou-lhe grato."
Manuel Alegre
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A Luís Moita
29-01-2023

Alto, magro, afável e calmo, mesmo nos momentos mais tensos. Grande amigo, sempre disponível, generoso, um ser de esperança, até ao fim. Empenhado, muito inteligente, a ética e a relação com os outros norteavam o seu percurso.

Tive o privilégio de o ter como grande estratega na minha primeira campanha presidencial, em 2005. Influenciou decisivamente o conteúdo do contrato eleitoral que propus aos eleitores. Delineou o roteiro da campanha, orientou os responsáveis distritais, produziu inúmeros textos programáticos. Abordava as questões de forma aberta e inovadora. É preciso uma melhor distribuição da riqueza em Portugal, dizia, porque distribuir melhor não é apenas um resultado, é uma pré-condição e um indicador do desenvolvimento.

Lutou contra a guerra e bateu-se por uma diplomacia de paz. É preciso contrariar a cultura de morte alimentada pelos extremismos de toda a espécie, dizia. Gostava do estudo e da investigação, mas não separava o pensamento da ação.

“A minha convicção é sobretudo esta: que nós existimos uns por causa dos outros”, confessou na última lição da sua carreira académica. O Luís existiu por causa de todos nós.

Manuel Alegre