"Não é com a liberalização dos despedimentos que a crise se resolve. É com outra organização, sem destruir a contratação colectiva", afirmou Manuel Alegre em entrevista ao Diário de Notícias e TSF, divulgada no Dia do Trabalhador e num momento em que decorrem as negociações com a
troika para o pacote de estabilização financeira do país. Manuel Alegre abordou as raízes da crise e as alternativas políticas em presença, considerando que "o arco do governo são todos os que estão representados na AR". Defensor de uma "cultura de negociação" e da abertura dos partidos à sociedade, Alegre entende que "é conveniente" o próximo governo ter apoio parlamentar maioritário, mas isso não pode ser imposto pelo Presidente, nem significa obrigatóriamente um governo de coligação. Quanto aos resultados eleitorais de 5 de Junho, Alegre, preocupado com o Estado social, considera que "tudo é possível", mas que não se deve "falsificar nem fazer batota" já que as diferenças entre o PS e o PSD são "substanciais".
Veja a entrevista na íntegra no desenvolvimento da notícia. Veja um resumo em video AQUI Ler mais