"Não gosto de engenharias sociais ou artificiais messiânicas"
Manuel Alegre
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Manuel Alegre e António Arnaut, mandatário por Coimbra
Manuel Alegre e António Arnaut, mandatário por Coimbra
Manuel Alegre em Coimbra:
"Entrámos para a UE para partilhar soberania, não para abdicar da nossa soberania"
09-07-2010

"Não queremos o bezerro de ouro, não queremos o mercado acima do Estado", afirmou Manuel Alegre na reunião de apoiantes em Coimbra, explicando por que razão entende que o Estado português deve contestar a decisão do Tribunal Europeu que condenou o uso da "golden share" pelo Governo para vetar a venda da parte portuguesa da Vivo à Telefónica. "As decisões do Tribunal Europeu têm por trás uma Constituição económica não escrita que está a corromper o projecto europeu" disse o candidato. "Entrámos para a Europa para partilhar soberania, não para abdicar da nossa soberania e sermos uma espécie de colónia da ditadura dos mercados financeiros", recordou Manuel Alegre, numa das passagens mais aplaudidas da sua intervenção, feita de improviso.
Oiça o discurso em três partes ou leia-o na íntegra no final da notícia

"É tempo de falar claro, é tempo de unir e mobilizar", frisou Alegre, explicando que a sua candidatura não exclui ninguém, porque "ninguém tem o monopólio das soluções". "Não vou dizer aos partidos o que os partidos devem fazer", esclareceu, mas "tem que haver diálogo com todas as forças políticas e com todas as forças sociais". "Precisamos de novas soluções, precisamos de aprender com aqueles sectores que melhor resistiram à crise", disse ainda. "Precisamos do combate ao desperdício, mas o maior desperdício é o desemprego"

Referindo-se a declarações de Cavaco Silva, perante Durão Barroso, sobre a necessidade de "ajustamentos no fator trabalho", Manuel Alegre insurgiu-se contra as tentações de voltar a rever a legislação laboral, considerando que nesta matéria a Constituição da República não é neutra e defende "o elo mais fraco" que são os trabalhadores. O candidato reiterou a defesa dos direitos sociais inscritos na nossa Consituição, insistindo: "Lutarei para que os direitos sociais desta Constituição sejam intocados".

Manuel Alegre apelou a uma dinâmica política e social que possa inverter "a grande ofensiva da direita na Europa e cá dentro", que está a pôr em causa o pacto social construído com esforço de tantos na Europa do pós-guerra. O candidato considerou que "há uma hegemonia cultural e ideológica que passa por todos os meios de comunicação social", afirmando mesmo, referindo-se aos comentadores: "Estou farto de ver os mesmos sempre a dizer a mesma coisa", afirmação recebida com fortes aplausos.

Áudio
Manuel Alegre em Coimbra, 1 - "Não queremos o bezerro de ouro"
Manuel Alegre em Coimbra, 2 - "Entrámos para a UE para partilhar soberania, não para abdicar da nossa soberania"
Manuel Alegre em Coimbra, 3 - "Ninguém tem o monopólio das soluções"
Documentos
Documento em formato application/pdf Discurso de Manuel Alegre em Coimbra - 9 de Julho de 201095 Kb