"Corri riscos, estive com pessoas que pertencem à História. Tudo isso fez de mim aquilo que sou."
Manuel Alegre
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Fernando Martinho sobre os 50 anos da Praça da Canção
17-03-2015 JL, dossier especial, 21 de janeiro a 3 de fevereiro de 2015

É bem conhecida a excelente receção que teve a publicação de Praça da Canção, faz agora 50 anos. Como explicar o grande sucesso do livro, quer junto da crítica, quer junto dos leitores em geral? Isto, apesar da ordem de apreensão que, logo, recaiu sobre a obra. Avancemos algumas razões possíveis. Em primeiro lugar, a forma limpa e arejada de o poeta dizer os seus versos, em “mangas de camisa” como deixou expresso num seu conhecido poema anterior ao livro de 1965. Depois, a clareza, a limpidez do seu discurso, a evidente legibilidade que o distingue. Por outro lado soube ele, então, interpretar como poucos o mal-estar de largos setores de um país, a braços com uma guerra em África e uma emigração maciça para a Europa. Ler mais

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Paula Morão sobre os 50 anos da "Praça da Canção"
17-03-2015 Paula Morão, JL, dossier especial, 21.1.2015 a 3.2.2015

Passaram 50 anos sobre a 1ª edição de Praça da Canção? Releio hoje o livro, e a espessura do tempo torna-se material, que não pesada. A História portuguesa que nele ganha corpo - o tempo de tristeza, de prisão, de exílio e de guerra – forma um dos importantes filões a guiar a leitura, num painel em que outros nomes, seus coetâneos, se inscrevem a ouro (Sophia, Alexandre O’Neill, Fernando Assis Pacheco ou Gastão Cruz, por exemplo). Ler mais