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Apresentação de Bairro Ocidental
António Carlos Cortez
26-05-2015 António Carlos Cortez

Neste texto, o autor retoma e desenvolve a recensão literária "A mente agita a matéria", publicada no JL e apresenta Bairro Ocidental como um "livro extraordinário" que novamente nos vem "pedir uma tomada de posição em face dos ataques constantes que a política tem vindo a perpetrar contra a palavra de poesia." Ler mais

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António Carlos Cortez sobre "Bairro Ocidental" de Manuel Alegre:
13-05-2015 António Carlos Cortez, JL, de 13 a 26 de maio de 2015

Lido Bairro Ocidental (edições D. Quixote), de Manuel Alegre, não se pode ficar indiferente. Apesar da descaracterização mental a que as gerações mais novas estão sujeitas, e por muito que se declare que a poesia se faz com palavras e não com bons sentimentos – algo que Alegre sabe muito bem – este livro de poemas comprometidos com uma ideia e uma causa – Portugal – suscita, promove, activa o que em nós há de fidelidade a um valor supremo que a Europa tecnológica e «burrocrata» (Ah, Herberto!) tem vindo a pôr em causa. Esse valor é o da liberdade. Disso nos fala a voz destes textos gizados a régua e esquadro, todos eles herdeiros do que a própria obra anterior de Manuel Alegre fundou (esse lirismo épico, feito da restauração de formas tradicionais, para nos lembrar que Portugal começou como língua de poesia) e que, de livro para livro, se aprofunda como fidelidade a uma língua, a portuguesa. Ler mais