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Ilustração: Susana Monteiro
Ilustração: Susana Monteiro
António Lobo Antunes na Visão
16-07-2015 António Lobo Antunes, Visão

Passei a Faculdade a escrever. Não estudava, não ia às aulas, houve exames a que nem sequer compareci. Ainda hoje me espanta a paciência com que o meu pai aturou isso tudo, ele que era muito autoritário e, por vezes, violento. Argumentava que queria ser escritor, não queria ser médico, soube muito mais tarde que o meu pai, para meu espanto, tinha a certeza que eu tinha talento embora não lhe mostrasse o que fazia: periodicamente queimava tudo junto à figueira do quintal, depois soube que ele ia lá sem me dizer nada, lia os restos que ficavam na cinza e copiava-os para um caderno verde. O meu pai possuía um respeito sagrado pelos artistas e talvez, na sua cabeça, pensasse que eu era um deles, enquanto eu, pouco mais do que um miúdo, vivia atormentado pelas minhas deficiências, sempre a dizer-me
– Ainda não é isto, ainda não é isto
e levei vinte anos a encontrar o que seria a minha voz, quando me apareceu a Memória de Elefante. Disse
– Ainda não é isto mas acho que descobri o caminho. Ler mais

01-07-2015 António Sancho, Mais Alentejo

Neste tempo de novos senhores que democraticamente nos tentam aprisionar, talvez a poesia seja uma estrela. “Bairro Ocidental”, de Manuel Alegre, lê-se num ápice. Mas, depois, torna-se irresistível regressar, indo pelas ondas de palavras que parecem surfar, “não sei ser europeu sem Portugal.” Imperdível. Ler mais