Há cinco anos empurrou-nos a paixão, uma combinação de herança e de frescura, a originalíssima organização de um sonho para o qual o querer de Deus não foi chamado. A candidatura de Manuel Alegre gerou, e essa era a sua natureza, uma extraordinária comoção – no sentido de gente que se move e leva um sentimento dentro dela.
O coração trabalhou muito e a voz também. Ao nosso «quase» não faltou o golpe de asa. Houve foi quem se orientasse mal, como os idosos que se enganam na auto-estrada, e se pusesse a atirar contra o seu pássaro, levando ao prejuízo que se viu.
Agora, amigos meus, a história é outra. O tempo de hoje tem tal velocidade que nos faz deslocar aos empurrões. Acordamos e achamo-nos num mapa cujas coordenadas nos escapam. Mas olhem bem: estamos de novo em Salamina.
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