(...) ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste / e em cada rua deserta / ainda resiste.
Manuel Alegre
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Alegre, Cavaco e o PS
01-02-2010 editorial (excerto), DN

A atitude do PS é que deixa muitas dúvidas: manter este tema em suspenso, deixando-o arrastar-se, é cometer o mesmo erro de há quatro anos. Arrisca-se não só a voltar a perder o candidato que leva maior avanço, como a vê-lo avançar de novo contra o PS.

Manuel Alegre voltou ontem a reafirmar que está disponível para ser candidato à Presidência da República. O PS, desta vez através de Pedro Silva Pereira, voltou ontem a reafirmar que ainda é cedo para o partido anunciar que candidato vai apoiar. E Cavaco Silva voltou ontem a reafirmar que não falará para já da sua mais que esperada recandidatura.

Alegre sabe bem que é um candidato challenger, um desafiador do poder instalado, e por isso pôs-se já em campo. Cavaco também sabe que quanto mais tarde sair para o terreno menor será a sua exposição aos ataques do adversário, e por isso mantém-se resguardado. A atitude do PS é que deixa muitas dúvidas: manter este tema em suspenso, deixando-o arrastar-se, é cometer o mesmo erro de há quatro anos. Arrisca-se não só a voltar a perder o candidato que leva maior avanço, como a vê--lo avançar de novo contra o PS.

Sendo que, na actual situação de minoria, o PS não pode voltar a ter um candidato contra o partido. Isso fragilizaria não só o PS como o próprio Governo.

Alegre, esse, parece ter aprendido a lição. Faz tudo "como mandam os livros", não hostiliza, mostra-se conciliador e dá mesmo garantias de total apoio ao Governo.

A decisão, e as suas consequências, fica assim completamente do lado dos socialistas.