Custa-me acreditar que não mais ouvirei essa voz que vinha do coração e trazia um apelo: Salvar o SNS
Manuel Alegre
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Nobre (e o) povo
25-02-2010 Nuno Rogeiro, revista Sábado, excerto de "Relatório minoritário"

"Manuel Alegre não deveria, quanto a mim, preocupar-se. No fundo, Nobre nunca se posicionou na área do PS, que é berço do poeta. Parecendo mais Eanes do que Soares, e mais um mestre-escola da epopeia portuguesa do que Camões e, mais Sancho Pança que Ulisses, e mais um Almeida Santos jovem do que um Torga. Nobre não pode, não quer e não sabe jogar no tabuleiro de Alegre."

Fernando Nobre, a vários títulos estimável, e nobre, tem todo o direito de se candidatar a Belém. A aventura pode ser “insólita”, irrazoável, meramente retórica, tremendamente banal, mero cenário, mas, tal como os artigos de opinião, está assinada. O médico responsabiliza-se pela sua criatura.
Manuel Alegre não deveria, quanto a mim, preocupar-se. No fundo, Nobre nunca se posicionou na área do PS, que é berço do poeta. Parecendo mais Eanes do que Soares, e mais um mestre-escola da epopeia portuguesa do que Camões e, mais Sancho Pança que Ulisses, e mais um Almeida Santos jovem do que um Torga. Nobre não pode, não quer e não sabe jogar no tabuleiro de Alegre. Desde logo porque não fez um diagnóstico da nossa desgraça, nem explicou a razão da mesma.
Manuel Alegre terá, pelo caminho, muitos obstáculos visíveis, e muitos inimigos cobardes. Mas o seu trajecto faz sentido.
Assim como faz o de Cavaco, economista das emergências e Presidente numa altura de emergência económica presente.