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Manuel Alegre
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Editorial de "A Bola" sobre Manuel Alegre:
"Dantes quebrar que torcer…"
24-06-2016 José Manuel Delgado, A Bola

Manuel Alegre, homem de convicções fortes, pena aguçada e impoluta honestidade intelectual (e digo isto não me identificando com a família política a que ele pertence), teve a coragem de enviar e tornar pública uma mensagem a Cristiano Ronaldo, poucas horas antes do Hungria Portugal. Rezava assim o escrito do poeta: “Portugal é um país de muita inveja e mesquinhez. Já Camões se queixava. Há muitos portugueses consigo. Eu sou um deles. Confio em si.”

Em 25 palavras, Alegre caracterizou o pior da maneira de ser lusitana, uma chaga que já vem de longe, e logo a seguir passou para o pensamento positivo, aberto e transparente, culminando numa mensagem solidária, horas antes de Cristiano Ronaldo ter feito a assistência perfeita a Nani, deslumbrado o mundo com um calcanhar de Madjer revisitado e dito sim aos oitavos de final com uma cabeçada fulgurante. Muitas vezes, nós, portugueses, que não temos assim tantas personalidades que “por obras valerosas se vão da morte libertando”, temos a desfaçatez de apoucar quem se destaca, quem rompe fronteiras e rasga horizontes, como é o caso de Cristiano Ronaldo. Longe de mim dizer que CR7 é perfeito. Porque, pura e simplesmente não o conheço, aquilo que sei já vem filtrado e é para consumo mediático. Mas trata-se de um português universal (o único que faz frente a santo António) que sempre se mostrou disponível para promover o nosso país e a região de onde veio. Em suma, manifesto admiração pela trajectória de Cristiano Ronaldo e um profundo respeito pelas convicções fortes de Manuel Alegre. Que me lembra Sá de Miranda: “Homem dum só parecer, dum só rosto e uma fé, dantes quebrar que torcer, ele tudo pode ser, mas homem de corte não é.” E como me enfadam, cada vez mais, as intrigas palacianas…