Descobrir não é criar. Chegámos sempre ao que, antes de nós, já lá estava. Mas em cada chegada aconteceu uma dupla descoberta: a dos outros por nós e a de nós próprios pelos outros.
Manuel Alegre
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Vítor Mendes
Dois mundos, duas realidades paralelas
31-01-2010

Portugal vive submerso numa profunda e grave crise económica, financeira e social.
Todos os indicadores apontam para um inexorável fim : a falência portuguesa!
O Governo teve de, neste Orçamento do Estado, apertar o cinto e, de novo, pedir sacrifícios aos portugueses. Pena foi que Sócrates palrasse antes das eleições que o País estava no bom caminho, pois ludibriou muitos socialistas.
Este é uma mundo, uma realidade do nosso País: um mundo que carrega nos ombros todas as crises.

Mas qual será o outro mundo? Eu digo-vos! É o mundo da ambição, da loucura pelo Poder, do fanatismo pelo dinheiro e pelo mediatismo megalómano. Um mundo em que salários dos políticos são "acima da média", cada governante tem o seu BMW (ou melhor), tem do bom e do melhor!
Tenho pena que assim seja. Gostava de utilizar uma expressão popular para me referenciar a esta elite manhosa e gananciosa: "Quando morrerem, não o vão levar convosco"!

Peço uma reforma de consciência. E o PR deve dar o exemplo. E, Manuel Alegre, como homem de esquerda, saberá dá-lo!

Li, da outra vez num jornal, um artigo que dizia: "Esperemos que não se chegue ao ponto de reduzir os salários dos ministros!" Por quê? Eu respondo a este insulto ao povo português.
Porque, nessas circunstâncias, já ninguém quereria ser ministro...o dinheiro tem de ser muito se não...

É pena a existência de dois mundos tão antagónicos num mesmo País, um País onde a democracia e os seus princípios estão a ser cada vez mais apagados da História. A consequência de tudo isto será o esgotamento deste sistema político-governativo. Nada que abale o poder do 2º mundo. Mas algo que arruinará a vida do 1ª mundo que, como em todas as situações, paga a factura!